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![]() | Garcia D'Avila Chegou à Bahia em 29 de março de 1549, com Tomé de Souza - primeiro governador geral do Brasil. | ![]() | Assoc.
da Nobreza Histórica do BR Lançada urbi et orbi, na Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos, em 14 de julho de 2007. (LINK) |
![]() | Uma Dinastia de Pioneiros A História da Casa da Torre constituiu, em 1931, a memória oferecida por Pedro Calmon, ao Congresso, no IHGB. | ![]() | "Nomes" do Visconde da Torre "Antonio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque Cavalcanti Machado de Avila Pereira", em inúmeros documentos. |
![]() | 1º
Sistema de Comunicações Sistema de sinalização (almenaras), sendo a capital avisada da aproximação de navios, invasores e piratas. | ![]() | Barão
de Vila Viçosa Antonio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque nasceu em 1841 em Santo Amaro e ali faleceu em 1915. |
![]() | Castelo da Torre de Garcia D'Avila No Nordeste do Brasil, litoral norte do Estado da Bahia, encontram-se suas majestosas Ruínas. | ![]() | Defesa Territorial Cronologia de alguns registros bibliográficos. |
![]() | A
Independência na Bahia Condecorados os três irmãos, os futuros Barão de Jaguaripe, Visconde de Pirajá e Visconde da Torre de Garcia d'Avila. | ![]() | Cartography (National Archives of Canada). |
![]() | O Morgado da Torre Dez gerações se sucederam, por três séculos, até a extinção do regime de Morgadio no Brasil, em 1835. | ![]() | Bibliografia Acervo particular. |
| Garcia
D'Avila (1o) |
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Pelo esforço austero e inexcedível energia, durante a construção da Capital, Garcia D'Avila foi recompensado com terras de Sesmarias, instalando-se inicialmente em Itapagipe, depois em Itapoã e Tauapara, vindo a se tornar o primeiro Bandeirante do Norte. Ao morrer, em 23 de maio de 1609, era Garcia D'Avila o maior potentado da Colônia e, como vereador do Senado da Câmara, foi considerado uma das mais importantes individualidades políticas do seu tempo. |
| Diogo Alvares Caramurú Nasceu na Península Ibérica
(c.1475) e faleceu em 1557 em Salvador. Em 1509*
naufragou nas costa da Bahia, hoje proximidades do Rio Vermelho, Salvador, Bahia,
quando muitos de seus companheiros foram mortos pelos índios Tupinambás. |
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| Jeronimo de Albuquerque No dia 10 de Março de 1534 Duarte Coelho de Albuquerque se tornou o primeiro donatário a receber uma capitania no Brasil e de ter recebido o melhor lote da colônia, em uma zona que, alem de possuir as terras mais férteis e mais apropriadas à lavoura canavieira e ficava mais próximo de Portugal do que qualquer outra porção da costa brasileira e tinha 60 léguas de largura estendendo-se desde o Rio Iguaracu na ponta sul da Ilha de Itamaracá até a foz do Rio São Francisco. No final de Outubro de 1534, partiu de Portugal com duas caravelas para Pernambuco tendo como acompanhante diversos lavradores pobres do norte de Portugal das províncias de Entredouro e Ninho, e de vários fidalgos que entre eles se encontravam Jeronimo de Albuquerque e Vasco Fernandes de Lucena que se destacaram pelos seus decisivos serviços desenvolvido na colonização de Pernambuco e no dia de 9 de Março de 1535 a frota comandada por Duarte Coelho chegou ao seu destino contornando a Ilha de Itamaracá pelo canal sul e segui em direção a foz do Rio Iguaraçu até ancorar em frente a velha feitoria que Cristóvão Jacques havia transferido do Rio de Janeiro em 1516 para a Ilha de Itamaracá, a sua capitania estabelecia limites com a de Pero Lopes e delimitava os antigos territórios tribais dos Caetês que eram aliados dos franceses e dos Tabajaras eventuais aliados dos portugueses, ali o donatário Duarte Coelho se estabeleceu. Em 27 de Setembro de 1535 fundou a Vila de Cosme e Damião, cuja designação se manteve por muito tempo, pois o estabelecimento continuou sendo chamado de Iguaraçú e, após estabelecer a vila o donatário, tratou de fincar um marco de pedra para demarcar o limite de sua capitania com a de Pero Lopes a nordeste de Iguaraçu onde foi erguido um povoado que ficou conhecido como Sitio dos Marcos. |
Uma Dinastia de Pioneiros - Pedro CalmonA História da Casa da Torre - Uma Dinastia de Pioneiros constituiu, em 1931, a memória oferecida por Pedro Calmon, ao Congresso realizado sob os auspícios do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e que obteve o seguinte parecer: "A memória do Dr. Pedro Calmon desenvolve um dos assuntos mais interessantes da história colonial do Brasil, como seja o do devassamento e povoamento do longo trecho do nosso território, que vai da Bahia aos confins do Piauí. A Casa da Torre de Garcia D'Avila atravessou dilatado período, que começa com Tomé de Sousa, em cuja companhia veio seu instituidor, e se prolonga aos últimos dias da colônia. Sua significação histórica deriva da preponderante influência que a progênie mamaluca de Garcia D'Avila conseguiu exercer sobre os destinos de nossa terra. Poderosos sesmeiros, destemidos bandeirantes, os descendentes daquele povoador conquistaram e dominaram os sertões baianos e projetaram-se pelo interior com Domingos Afonso Sertão e Domingos Jorge Velho, até as margens do Parnaíba. Essa história estava por fazer. Há meio século, precisamente, o grande mestre Capistrano de Abreu lamentava que ainda não tivesse sido escrita. A contribuição do Dr. Pedro Calmon, baseada em grande parte em documentação inédita, principalmente dos arquivos baianos, sobreleva por isso mesmo de interesse e de importância. Aplaudindo-a, a comissão é de parecer que seja aprovada. S. S. 28 de dezembro de 1932. - A. Tavares de Lira, presidente. - Otávio N. Brito. - Rodrigo Otávio Filho. - Félix M. P. Sampaio. - Rodolfo Garcia. - Vanderlei Pinho. - Sousa Doca. - Alfredo Ferreira Laje. - Múcio Vaz. - Alcides Bezerra. - Heloísa Alberto Tôrres. - Naíde Vasconcelos." |
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A Torre de Garcia D'Avila |
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| Cumprindo
o Regimento de D. João III - Rei de Portugal - Garcia D'Avila 1o
construiu, em 1551, o que ele chamou de "Torre Singela de São Pedro de Rates",
depois o Solar e sua Capela de Nossa Senhora da Conceição, tendo o Castelo da
Torre sido concluído em 1624, por seu neto e herdeiro Francisco Dias de Avila
Caramurú. |
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Primeiro Sistema de TelecomunicaçõesA história, de mais de três séculos, da Casa da Torre está intimamente ligada à história das Comunicações no Brasil, uma vez que foi naquela Torre de Garcia D'Avila que se estabeleceu um primeiro sistema de comunicação à distância, no país, ligando-a à primeira capital do Brasil Colônia - a Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos. Segundo registros históricos, fundada a nossa primeira capital em 1549 e construída, por Garcia D'Avila 1o, a "Torre Singela de São Pedro de Rates", em 1551, os regimentos que eram dados aos capitães de navio que patrulhavam a costa passaram a nomear a Torre, por baliza de sua navegação. Gabriel Soares (1584) encontrou-a "próspera e hospitaleira" e "onde navios têm boa abrigada e surgidouro"; e já em 1587 se compunha "de moradias e defensas, capela e baluarte vigilante onde ardiam, em circunstâncias espciais, fogos sinaleiros". Colocada em situação privilegiada, a famosa base militar da Torre, guarnecia os caminhos que conduziam ao Nordeste, enquanto servia de atalaia ao tráfego marítimo, fiscalizando o movimento de embarcações que demandavam ao porto da Bahia, através de interessante semáforo, que ali já funcionava desde os tempos das invasões holandesas, até que, em 1668, resolvera o Governo Geral estabelecer, oficialmente, um sistema de avisos entre as povoações litorâneas. |
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O então Morgado da Torre, Garcia D'Avila 2o, encarregou-se dele, combinando os fachos (almenaras) de sinalização de seu baluarte, com um segundo facho na aldeia jesuítica de São João - hoje Jacuípe, o terceiro na aldeia do Espírito Santo - hoje Vila Abrantes, o quarto em Itapoã e o quinto em Rio Vermelho, já visível da fortaleza de Santo Antônio da Barra, sendo a capital avisada da aproximação de navios, invasores e piratas. |
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O Castelo da Torre - Monumento
Nacional |
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No Nordeste do Brasil, litoral norte do Estado da Bahia, encontram-se as imponentes
Ruínas do Castelo da Torre de Garcia D'Avila, principal sede do Morgado da Torre,
também conhecido como Castelo Garcia D'Avila, Torre de Garcia D'Avila, Solar da
Torre, ou Torre de Tatuapara ou ainda chamado de Casa da Torre. |
| Exemplar único de Castelo em estilo medieval construído na América, conforme Borges de Barros, foi a sede do maior latifúndio do mundo, dentro de uma área equivalente a 1/10 do território brasileiro, o que eqüivale às áreas de Portugal, Espanha, Holanda, Itália e Suíça, somadas. |
| O Castelo da Torre foi a principal sede da Casa da Torre de Garcia D'Avila, onde se sucederam dez gerações, por três séculos. Sua história está registrada na conquista e no povoamento dos sertões do Nordeste do Brasil, participando da defesa da terra e da expulsão de piratas e invasores estrangeiros, assim como das lutas, havidas na Bahia, pela Independência e constituição do Império do Brasil. |
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A Casa da Torre nas Lutas pela Independência do Brasil, na BahiaAFFONSO D'E TAUNAY, em sua obra Grandes Vultos da Independência Brasileira, publicação comemorativa do Primeiro Centenário da Independência Nacional - S. Paulo (Editora Melhoramentos de S. Paulo, 1922, pp 153-159), assim inicia o registro da participação da Casa da Torre, nas lutas pela Independência, na Bahia: "Conhecem todos os que estudam a história do Brasil, com alguma pormenorização, o papel notável que à chamada Casa da Torre coube no desbravamento dos sertões do nordeste e na repulsa dos invasores estrangeiros. Entre estes grandes feudatários devassadores do Piauhy, Maranhão, citam-se sobretudo, além do fundador Garcia de Avila, contemporâneo de Tomé de Souza, os nomes de Francisco Dias de Avila e Garcia de Avila Pereira. Em fins do século XVIII extinguia-se esta ilustre estripe com o Mestre de Campo Garcia de Avila Pereira de Aragão, cujos vastos bens passaram à sua sobrinha Anna Maria de São José de Aragão, casada com José Pires de Carvalho e Albuquerque, alcaide mór de Maragogipe e depois Capitão Mór da Bahia e Secretário de Estado do Governo do Brasil. Quando, em 1798, na Bahia ocorreu a conspiração, cujo desfecho se passou nos patíbulos do Campo da Pólvora, prestou José Pires de Carvalho e Albuquerque relevantes serviços ao governo. Feliz casal, o do Secretário
de Estado do Governo do Brasil e de D. Anna Maria de São José e Aragão! Três varões
ilustres dele provieram: Joaquim, Antônio Joaquim e Francisco Elesbão Pires de
Carvalho e Albuquerque: |
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| Outro finalmente, o primogênito, que lhe havia de suceder, como sucedeu, nos bens e títulos da Casa - o Coronel Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, Barão e depois Visconde da Torre de Garcia de Avila, seguiu para o seu Castelo, onde organizou e de onde comandou a base de operações do exercito libertador, renovando os relevantíssimos serviços que na invasão holandesa prestara seu avô Francisco de Avila ... . " |