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Martim
Afonso de Sousa
(Vila Viçosa, c.1490/1500 - Lisboa, 21 de julho de 1571) foi
um nobre e militar português. Jaz em São Francisco de Lisboa.
Como Tomé de Sousa, descendia por linha bastarda do Rei
Afonso III de Portugal.
Comandada por Martim Afonso de Sousa, partiu de Lisboa, em
dezembro de 1.530, uma expedição composta por cinco navios,
com uma tripulação de aproximadamente 400 pessoas. Coube a
essa expedição fundar a primeira vila do Brasil, a vila de
São Vicente, em 22 de janeiro de 1.532, além de outros núcleos
de povoamento, como Santo André da Borda do Campo e Santo
Amaro. Martim Afonso ainda se encontrava em São Vicente quando,
em setembro de 1.532, recebeu a carta do Rei de Portugal,
D. João III, comunicando-o de que o território brasileiro
seria dividido em extensas faixas de terras: as capitanias
hereditárias. Com essa medida, Portugal procurava garantir
a posse da terra e tornar viável a exploração econômica de
sua colônia, que se daria através do sistema colonial mercantilista.
Uma Casa-forte de Martim Afonso de Sousa localizava-se
no interior da baía da Guanabara, na altura da atual praia
do Flamengo, na atual cidade e estado do Rio de Janeiro,
no Brasil.
Considerada por alguns autores como uma feitoria, essa designação
não é apropriada uma vez que não se ligava à exploração de
pau-brasil (Caesalpinia echinata) ou qualquer outro gênero
da terra. Seria, sim, uma fortificação de campanha erguida
no contexto da expedição de 1530-1532, pelo seu comandante,
Martim Afonso de Sousa, quando a caminho do rio da Prata.
É seu próprio irmão quem a descreve:
"Sábado 30 dias de abril [de 1531], no quarto d'alva, éramos
com a boca o Rio de Janeiro, e por nos acalmar o vento, surgimos
a par de uma ilha, que está na entrada do dito rio, em fundo
de 15 braças de areia limpa. Ao meio dia se fez o vento do
mar, e entramos dentro com as naus. Este rio é muito grande;
tem dentro 8 ilhas, e assim muitos abrigos: faz a entrada
norte sul tomada da quarta do noroeste sueste (...). A boca
não é mais que de um tiro de arcabuz; tem no meio uma ilha
de pedra rasa com o mar; pegado com ela há fundo de 18 braças
de areia limpa. Está em altura de 23 graus e 1 quarto. Como
fomos dentro, mandou o Capitão I [irmão Martim Afonso de Sousa]
fazer uma casa-forte, com cerca por derredor; e mandou sair
a gente em terra, e pôr ordem a ferraria, para fazermos cousas,
de que tínhamos necessidade. Daqui mandou o Capitão I 4 homens
pela terra dentro: e foram e vieram em 2 meses; (...) e [o
grande rei que encontraram] lhe trouxe muito cristal, e deu
novas como no Rio Paraguai havia muito ouro e prata. (...)
Aqui estivemos três meses tomando mantimentos, para 1 ano,
para 400 homens que trazíamos; e fizemos dois bergantins de
15 bancos." (Diário da Navegação de Pero Lopes de Sousa.
in: OLIVIERI & VILLA, 2002:40-41)
A expedição de Martim Afonso de Sousa fez vela da baía da
Guanabara para o Sul, em agosto desse ano, não havendo informações
posteriores acerca deste estabelecimento. Nesta mesma região
seria erguida a "Henriville" dos colonos de Nicolas Durand
de Villegagnon (1555).
Fundou em 22 de Janeiro de 1532 a primeira vila do Brasil,
batizando-a de Vila de São Vicente, uma homenagem a
São Vicente Mártir e reafirmando o nome dado por Gaspar de
Lemos, quando este chegou à São Vicente, coincidentemente
em 22 de janeiro de 1502. O nome da cidade se deve ao fato
de 22 de janeiro ser dia de São Vicente Mártir. Graças a medidas
tomadas por Martim Afonso, São Vicente se tornou Cellulla
Mater da Nacionalidade (Primeira Cidade do Brasil), Berço
da Democracia Americana (pois em 22 de agosto de 1532 foram
feitas as primeiras eleições populares das Três Américas,
instalando a primeira Câmara dos Vereadores no continente)
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