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LIVRO DE ARTE
Projeto PRONAC 06-8787- DOU N. 11 de 16.jan.2008
SUMÁRIO: Produção de um Livro de Arte, documentando em forma artístico-literária o Armorial Histórico da Casa da Torre de Garcia D'Avila, um acervo inédito de Brasões de Armas, considerado uma das mais importantes coleções de todo o Novo Mundo, com texto integral em português e inglês, contendo informações históricas, artísticas e patrimoniais.
DESCRIÇÃO: Esta obra é uma contribuição inédita à cultura histórica, à ciência e à arte. Trata-se de um Livro de Arte, documentando em forma artístico-literária o Armorial Histórico, um monumental acervo de Brasões de Armas dos diversos ramos da Casa da Torre, de personalidades a ela vinculadas por matrimônios e de instituições com ligações importantes, uma herança heráldica, das raízes européias às alianças contraídas nos séculos vividos neste lado do Atlântico, considerado uma das mais importantes coleções, não somente do Brasil, mas de todo o Novo Mundo.

Com texto integral em português e inglês, apresenta informações históricas, artísticas e patrimoniais sobre a Casa da Torre de Garcia D'Avila, desde a mais antiga raiz genealógica, no Brasil, Diogo Alvares Caramuru, naufragado em 1509 na costa da Bahia, onde fundou a primeira fixação comprovada do colonizador europeu, vindo a se casar com uma princesa Índia, batizada, em 1528, "Katherine du Brézil", em Saint Malo, França, dando origem à família brasileira.

Uma rica história, a completar cinco séculos, envolvendo a participação, com evidência, de personagens e acontecimentos notórios que marcaram o nascimento, a evolução e a integração da nação brasileira, assim como a defesa da terra e a expulsão de piratas e invasores estrangeiros, com a irradiação, partindo da primeira capital do Brasil, através de vínculos socioeconômicos e patrimoniais, para todo o Nordeste brasileiro, tendo sido o Castelo da Torre, berço territorial da sociedade rural brasileira, uma importante base de operações das lutas havidas na Bahia, pela Independência e constituição do Império do Brasil.
Christovão de Avila
CARACTERÍSTICAS
São 3.000 livros com capa dura mais guardas mais 180 páginas, no formato 230 x 310mm (fechado), 460 x 310mm (aberto), contendo 210 imagens, sendo 160 reproduções em cores dos Brasões de Armas. Capa em couché brilho 150gr com laminação fosca, forro em couché brilho 150gr. Miolo em papel couché 115gr. Impressão em 4 e 1 cor. Período de realização 270 dias.
JUSTIFICATIVAS
- A importância de documentar e levar ao conhecimento nacional e internacional este precioso patrimônio genealógico e heráldico, constituído de um monumental acervo de Brasões de Armas, de familiares dos diversos ramos da Casa da Torre de Garcia D'
Avila, de personalidades e famílias a ela vinculadas e de instituições com ligações importantes, das raízes européias às alianças contraídas no Novo Mundo.
- O grande interesse demonstrado por estudiosos em Heráldica e em Genealogia, e por Instituições Históricas e Culturais, nacionais e estrangeiras, algumas delas já tendo participado de exposições temáticas.
- A aproximação de importantes eventos comemorativos, a nível nacional e internacional, relacionados com Diogo Alvares Caramuru e com a Casa da Torre de Garcia D'Avila, que serão enriquecidos com este Armorial, documentado.
- Trata-se de um produto de alto valor histórico e cultural, em apoio à Educação, à Cultura e ao crescente Turismo Cultural, nacional e internacional, valorizando o relacionamento com as demais regiões do Brasil e com os inúmeros países que têm vínculos genealógicos, heráldicos e culturais com a Ermida da Graça, em Salvador, construída por Paraguaçu e Caramuru, um dos templos pioneiros do cristianismo no Novo Mundo, e com o Castelo da Torre de Garcia D'Avila, principal sede do Morgado da Torre –; uma construção duplamente ibérica, que foi Iniciada em 1551, considerada a primeira grande edificação portuguesa no Brasil, e concluído o castelo, na sua segunda e mais importante etapa de construção, em 1624, durante o período espanhol
, hoje uma majestosa Ruína, que integra um Parque Histórico, localizado em Praia do Forte, Município de Mata de São João, na Costa dos Coqueiros, litoral norte do Estado da Bahia.

Principais países (em ordem alfabética), que têm vínculos históricos, culturais e sócio-econômicos com Diogo e Catarina Alvares Caramuru e a Casa da Torre de Garcia D'Avila.

 
 
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..#9. .#Mosteiro da Graça ............#900Ruínas do Castelo Garcia D'Avila
 
História e Genealogia
 
HISTÓRIA
A História da Casa da Torre - Uma Dinastia de Pioneiros constituiu, em 1931, a memória oferecida por Pedro Calmon, ao Congresso realizado sob os auspícios do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, e que obteve o seguinte parecer:

A memória do Dr. Pedro Calmon desenvolve um dos assuntos mais interessantes da história colonial do Brasil, como seja o do devassamento e povoamento do longo trecho do nosso território, que vai da Bahia aos confins do Piauí.

A Casa da Torre de Garcia D'Avila atravessou dilatado período, que começa com Tomé de Sousa, em cuja companhia veio seu instituidor, e se prolonga aos últimos dias da colônia.Sua significação histórica deriva da preponderante influência que a progênie mamaluca de Garcia D'Avila conseguiu exercer sobre os destinos de nossa terra.

Poderosos sesmeiros, destemidos bandeirantes, os descendentes daquele povoador conquistaram e dominaram os sertões baianos e projetaram-se pelo interior com Domingos Afonso Sertão e Domingos Jorge Velho, até as margens do Parnaíba.

Essa história estava por fazer. Há meio século, precisamente, o grande mestre Capistrano de Abreu lamentava que ainda não tivesse sido escrita. A contribuição do Dr. Pedro Calmon, baseada em grande parte em documentação inédita, principalmente dos arquivos baianos, sobreleva por isso mesmo de interesse e de importância.

Aplaudindo-a, a comissão é de parecer que seja aprovada.

S. S. 28 de dezembro de 1932. – A.  Tavares de Lira, presidente. – Otávio N. Brito. – Rodrigo Otávio Filho. – Félix M. P. Sampaio. – Rodolfo Garcia. – Vanderlei Pinho. – Sousa Doca. – Alfredo Ferreira Laje. – Múcio Vaz. – Alcides Bezerra. – Heloísa Alberto Tôrres. – Naíde Vasconcelos."




(CALMON, Pedro. História da Casa da Torre - Uma Dinastia de Pioneiros.2ª edição. Livraria José Olímpio Editora. Rio de Janeiro, 1958, p 7).
GENEALOGIA
A Casa da Torre de Garcia D'Avila tem como mais antiga raiz genealógica no Brasil, Diogo Álvares Caramuru e a Princesa Índia do Brasil – Catarina Paraguaçu – filha do cacique tupinambá Taparica, batizada em 30 de junho de 1528, em Saint-Malo - França, com o nome cristão de Katherine du Brézil (Catarina do Brasil), tendo como madrinha Catherine des Granches, esposa do Cap. Jaques Cartier – o descobridor do Canadá.
Trata-se da primeira família brasileira documentada, entrelaçada na sucessão de Garcia D'Avila com a Índia Francisca Rodrigues, e vinculada à Casa dos Albuquerques, pelos descendentes de Jerônimo de Albuquerque com a Índia Muira-Ubi – Maria do Espírito Santo Arcoverde –, primeira Sociedade brasileira.
Seus sucessores vincularam-se à nobreza dos Pereiras e Marinhos, aos descendentes de Domingos Pires de Carvalho casado com Maria da Silva, à geração de Felipe Cavalcanti casado com Catarina de Albuquerque e com a descendência do casal José Pires de Carvalho - Tereza Vasconcellos Cavalcanti de Albuquerque Deus-Dará, dando origem a boa parte da população do Nordeste e a algumas das mais importantes famílias da Bahia e do Brasil, com prolongamentos até nas cortes européias e, recentemente, na Casa Imperial Brasileira.

 
CINCO SÉCULOS DE HISTÓRIA
Diogo Alvares

Em 1509, Diogo Álvares naufragou na costa da Bahia, quando muitos de seus companheiros foram mortos pelos índios Tupinambás.
Após o massacre, passou a conviver com os índios, iniciando ali a primeira fixação comprovada do colonizador europeu, denominando-a Vila Velha, e tornando-se o maior comerciante internacional de sua época, com o comércio de pau-brasil, pelo porto de Tatuapara.
Recebeu dos índios a alcunha de Caramuru, e o conhecimento adquirido dos costumes nativos em muito contribuiu para facilitar o contato dos primeiros missionários e da administração portuguesa.
Diogo Alvares Caramuru faleceu em 1557, na Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos, partes do Brasil.

A Ermida de Nossa Senhora da Graça
No local da atual Igreja de Nossa Senhora da Graça, na cidade do Salvador, foi fundada por Diogo e Catarina Alvares Caramuru, por volta de 1530, a primitiva Ermida da Graça primeiro santuário Mariano do Brasil , doada por Catarina Paraguaçu, em 1586, ao Mosteiro de São Bento da Cidade do Salvador: "a Capella e hermida de Nossa Senhora da Graça com toda a prata e ornamentos do serviço da dita hermida e toda a prata do serviço de sua casa .... e lhe fazia a doaçam da terra que está junto e ao redor da dita hermida ...".
In: ARMORIAL HISTÓRICO
da Casa da Torre de Garcia D'Avila

 

In: ARMORIAL HISTÓRICO
da Casa da Torre de Garcia D'Avila
Os Avilas
"Na Península Ibérica, os Avilas tiveram sempre atuação e representação notáveis, quer nos ofícios da guerra, quer nas delícias da paz. Nos antigos castelos medievos da França, de Portugal e de Espanha, viveram e brilharam cavaleiros e damas, famosos portadores desse ilustre nome, e de seus brasões de armas, nobreza e fidalguia, que a fatalidade geo-econômica e política da colonização do Novo Mundo, teria de transplantar, em primeira rama brasílica, para a enseada de Tatuapara. – Ali começou a nossa nobiliarquia agro-pecuária. – Foi ali o berço territorial da nossa sociedade rural. – Ao morrer octogenário, rico homem, feliz e em graça do seu Rei, num dos leitos da Igreja da Misericórdia destinada aos seus benfeitores, na Cidade do Salvador, que ele ajudara a fundar, Garcia D'Avila deixara florescente o ramo fecundo da sua estirpe enxertado no tronco indígena de Catarina Paraguaçu, filha do cacique Taparica e mulher de Diogo Alvares Caramuru." (*)
Em 1551, dando cumprimento ao regimento concedido por Dom João III, Garcia D'Avila construiu, em Tatuapara, a Torre Singela de São Pedro de Rates, posteriormente a casa e a atual capela de Nossa Senhora da Conceição.
Na Casa da Torre, dez gerações se sucederam.


(*) (COSTA FILHO, Luiz José da. In: Anuário Genealógico Brasileiro - Titulares do Império. Publicações do Instituto Genealógico Brasileiro. São Paulo, 1941 - ANO III. pp 499-500).
Primeira família brasileira, documentada
Em 1949, o primeiro Congresso de História da Bahia (400 anos da fundação da Cidade do Salvador), promovido pelo Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, fez colocar uma singela, mas significativa placa de mármore, na fachada da Igreja da Graça, numa comovedora homenagem à primeira família brasileira, que, neste local e à sombra daquele templo se criou.

Placa de mármore na fachada da Igreja de
Nossa Senhora da Graça, na Cidade do Salvador, Bahia




"O 1o CONGRESSO DE HISTÓRIA DA BAHIA
TRIBUTA A GRATIDÃO NACIONAL
A DIOGO E CATARINA ALVARES CARAMURU
PRIMEIRO CASAL CRISTÃO DESTA TERRA
ONDE O MILAGRE DO SEU AMOR FLORESCEU
NA CIVILIZAÇÃO - QUE ASSIM COMEÇOU -
E NA CIDADE QUE O IMORTALIZA
1549 - MARÇO - 1949"



Family Tree
As três Índias, raízes genealógicas da
Casa da Torre:


Catarina Alvares Caramuru
Maria do Espírito Santo Arcoverde
e Fr
ancisca Rodrigues.

Três Raízes Indígenas
Os descendentes de Diogo Alvares Caramuru com a índia Catarina Paraguaçu, entrelaçaram-se na progênie de Garcia D'Avila com a índia Francisca Rodrigues, a Casa da Torre, e na geração de Jerônimo de Albuquerque com a filha da aldeia de Olinda, a índia Muira-Ubi Maria do Espírito Santo Arcoverde , a Casa dos Albuquerques, primeira sociedade brasileira.
A Casa da Torre na Marinha Brasileira

Belonave Garcia D'Avila

"Navio-tanque Garcia D'Avila.
Explicação: A torre em chamas lembra os sinais luminosos que, nas lutas contra os holandeses e da Indepandência, eram feitos do alto do Castelo da Torre de Garcia D'Avila avisando as fortalezas da barra da Bahia da aproximação de navios adversários".

Fragata Paraguaçu.
"A Fragata portuguesa Real Carolina, construída em 1819 em Damão, Índia Portuguesa, aderiu à causa da Independência, passando em 1824 a denominar-se Fragata
Paraguassú, sendo o primeiro navio a ostentar este nome, na Marinha do Brasil".

N Tr Flu Paraguassú - G 15
"O Navio Transporte Fluvial Paraguassú - G 15 é o quinto navio a ostentar esse nome, na Marinha do Brasil. Foi construído pelo estaleiro Amsterdam Droogdok, na Holanda. Era o antigo Guarapuava do Serviço de Navegação da Bacia do Plata. Depois de sofrer modificações, foi incorporado em 20 de junho de 1972 como Navio de Transporte Fluvial. Em Tupi "Mar Grande". Nome da india tupinambá, desposada por Diogo Álvares".
(Escudo do NTrFlu-G15: Portaria MM nº 0807 de 08 de maio de 1979.)

In: http://www.naviosdeguerrabrasileiros.hpg.ig.com.br/

In: ARMORIAL HISTÓRICO
da Casa da Torre de Garcia D'Avila



5º Navio "Paraguassú"
NTrFlu Paraguassú - G 15, passando em frente ao Forte de Coimbra. (foto: SDM)

MISSA NA IGREJA DE NOSSA SENHORA DA GRAÇA marcou os 410 anos de falecimento de Catarina Paraguaçu

Correio da Bahia, Salvador-BA (27.jan.1999)



Jornal A TARDE , Salvador-BA (27.jan.1999)

A missa foi celebrada no dia 26 de janeiro de 1999, pelo arquiabade do Mosteiro de São Bento, dom Emanuel d’Able do Amaral e concelebrada pelo capelão da igreja, dom Bernardo Lucas.
Missa na Igreja da Graça lembra valor histórico

Cultura machista

O arquiabade do Mosteiro de São Bento, dom Emanuel d’Able do Amaral disse durante o sermão que uma cultura machista impede que os brasileiros conheçam um pouco mais sobre a vida de Catarina Paraguaçu.
'Se olharmos a história do Brasil, é ela quem dá origem ao nosso povo. Catarina foi uma presença marcante, um paradigma para todas as mulheres por sua iniciativa, sua obra e sua vida. Por muitos anos, entretanto, a princesa índia, que viveu até 26 de janeiro de 1589 e tinha seu santuário visitado pelos governadores-gerais e nobres da época.'
Don Emanuel chamou atenção para a pintura do teto, que reproduz as visões que Catarina tinha da imagem, a qual seria depois encontrada por Caramuru, permanecendo até hoje no altar-mor do templo.
Após a cerimônia, houve o descerramento do brasão da igreja na sacristia.
"
AGRO-PECUÁRIA
O campo em revista
Castelo da Torre de Garcia D'Avila

ANO I - SETEMBRO DE 1946 - N. 1
Garcia D'Avila, o pioneiro da pecuária nordestina
Archibaldo Baleeiro
"Enquanto um boi andar pelos sertões ocidentais, sonolento ou remoendo, perdurará na memória dos brasileiros, a admiração pela figura inolvidável de Garcia D'Avila - o fundador da Casa da Torre, cujos destroços, lembram hoje, um velho e majestoso poder, recordando na poesia das paisagens nordestinas - gerações de heróis que souberam funda-la e melhor defendê-la."



ANO I - SETEMBRO DE 1946 - N. 1


"CAPA: Reprodução fotográfica, por nímia gentileza da Cooperativa Instituto de Pecuária da Bahia, da esplêndida aquarela de A. Norfini, revivendo em recomposição artística, o famoso e secular Castelo da Torre de Garcia D'Avila."

In: ARMORIAL HISTÓRICO
da Casa da Torre de Garcia D'Avila