MONUMENTO
 
Castelo da Torre de Garcia D'Avila
Conjunto residencial-militar, com a Torre e seus anexos, o Forte Garcia D'Avila, o Porto do Açú da Torre, e sua ambiência.
Denominações do monumento
Castelo da Torre, com o sentido de "habitação senhorial fortificada", tendo outras denominações.
Arquitetura do Castelo
Uma terceira fase da construção, datada do início do século XVIII, também em pedra, amplia o Castelo.
Propriedade particular
Monumento Nacional, desde 1938, continua sendo propriedade particular, pertencendo à Fundação Garcia D'Avila.
Ficha Patrimonial
Série: Arquitetura civil-militar
Categoria: Castelo
Tombamento sob n.:47, em: FEV.1938
A Torre e o Castelo de G. D'Avila
Relatório que serviu de base para o processo de tombamento.
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Godofredo Filho


O Castelo da Torre de Garcia D"Avila

No Nordeste do Brasil, litoral norte do Estado da Bahia, encontram-se as majestosas Ruínas do Castelo da Torre de Garcia D'Avila, ou Torre de Garcia D'Avila ou ainda Torre de Tatuapara. Fica distante 80 km ao norte de Salvador, e 55 km do Aeroporto Deputado Luís Eduardo Magalhães, seguindo-se pela Estrada do Coco, Município de Mata de São João, próximo à Praia do Forte.

O Castelo da Torre de Garcia D'Avila é considerado a primeira grande edificação portuguesa constrída no Brasil, exemplar único de Castelo em estilo medieval construído na América, conforme Borges de Barros, e foi a sede do maior latifúndio do mundo.


O Solar de Garcia D'Avila, principal sede da Casa da Torre, integra um conjunto residencial-militar, compreendido pelo próprio Castelo, com sua Torre e seus anexos, o Forte Garcia D'Avila, o Porto do Açú da Torre, e sua ambiência, formada pelas áreas adjacentes, delimitadas no tombamento (1938) e na extensão posterior (1977).
As propriedades dos Avilas se localizavam, da Bahia ao Maranhão, dentro de uma área de cerca de 800 mil quilômetros quadrados, equivalente a 1/10 do território brasileiro de hoje, o que equivale às áreas, somadas, de Portugal, Espanha, Holanda, Itália e Suíça.



Arquitetura do Castelo da Torre

A primeira etapa da construção do Castelo tem suas paredes de tijolos e é composta de uma Capela sextavada e abobadada, em estilo medieval canônico, e salas contíguas recobertas por cúpula e abóbada de aresta com arcos diagonais, iguais às do Paço de Sintra, em Portugal. O Castelo, segunda etapa da construção, foi construído em alvenaria de pedra e se desenvolve simetricamente em torno de um pátio de honra, em estilo renascentista, onde uma escadaria dupla conduzia ao primeiro pavimento. Uma terceira fase da construção, datada do início do século XVIII, também em pedra, amplia o Castelo.



Fotos do Castelo: Christovão de Avila
- 1999

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Ficha patrimonial


FICHA PATRIMONIAL, NO ARQUIVO CENTRAL DO IPHAN:
Ministério da Educação e Saúde - Artes Eruditas Nacionais - S.P.H.A.N.
Série: Arquitetura civil-militar
Categoria: Castelo
Tombamento sob n.: 47, em: FEV.1938
Designação: Castelo da Torre de Garcia D'Avila
Autoria: O velho Garcia D'Avila e Francisco Dias D'Avila, o 1o; Época: Séculos XVI e XVII. A Torre data de 1551; o Castelo, dos primeiros anos de 1600.


LIVRO DO TOMBO DAS BELAS ARTES, DA SUBSECRETARIA DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL DA SECRETARIA DA CULTURA:
Obra: Castelo de Garcia D'Avila
Natureza: Arquitetura Civil
No Inscrição: 43; Vol 1, fl. 009
Caráter do Tombamento: Anuência
Data de Inscrição: 30.ABR.1938.


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Denominações do Monumento

- Castelo da Torre de Garcia D'Avila ou Castelo Garcia D'Avila, ou simplesmente Castelo da Torre, com o sentido de "habitação senhorial fortificada", tendo outras denominações:

- Torre de Garcia D'Avila ou Torre de Tatuapara, com o sentido de "edifício forte fabricado em alguma parte, para se acolherem n'elle do inimigo, e de lá ofenderem; casa forte, castelo";
- Solar da Torre, ou Solar de Tatuapara;
- Casa da Torre de Garcia D'Avila, ou simplesmente Casa da Torre. A expressão "Casa" tem aqui dois sentidos: um, referindo-se ao "Termo antigo: Casa forte, castelo, torre"; e outro, no sentido genealógico: "figurativamente: raça, família, falando das famílias nobres, das famílias grandes";
- Quanto à "Torre", do Castelo: trata-se de outra construção, próxima ao Castelo;

- A denominação "Forte Garcia D'Avila" não se refere ao Castelo e sim a uma fortificação, que existiu na praia, próximo à foz do Rio Pojuca.



Propriedade particular

Foi o Solar - sede do Morgado da Torre - propriedade particular dos "Avilas", desde sua construção inicial, por Garcia D'Avila 1o. Extinto o regime dos morgados no Brasil, pela Lei de 6 de outubro de 1835 e, em 1852, falecendo o último "Senhor e administrador do Morgado da Torre" - Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque - Barão e depois Visconde da Torre de Garcia D'Avila e sua mulher, D. Ana Maria Pires de São José e Aragão, sucedeu-lhes, na posse do Castelo, o filho Dr Domingos Pires de Carvalho e Albuquerque. Morto este, em 1888, sem descendência, a propriedade passou a seu cunhado, o Tenente-Coronel José Joaquim de Teive e Argolo, que a vendeu ao Sr Laurindo Regis. Das mãos do Sr Regis, a Torre se foi às do Dr Hermano de Santana, que dela dispôs em favor do Sr Otacílio Nunes de Sousa, proprietário do Castelo e terras adjacentes, à época do tombamento.Embora Monumento Nacional, desde 1938, continua sendo uma propriedade particular, pertencendo à Fundação Garcia D'Avila.



A TORRE E O CASTELO DE GARCIA D'AVILA


Publicado na Revista do serviço do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Rio de Janeiro,
Ministério da Educação e Saúde. 1939


( Trecho do Relatório que serviu de base para o processo de tombamento )


Os Avilas e a conquista do Nordeste

Godofredo Filho


"Se, aos bandeirantes do ciclo paulista, às mais das vezes coube desbravar o melhor de nossa natureza, - as terras férteis e ricas do Brasil central e do oeste, - aos bandeirantes baianos destinou-se a aridez de intérminas caatingas. Batedores do Nordeste, lutaram em cenário diferente: e o chão por eles palmilhado foi chão hostil das bromélias e dos cardos, a silva horrida, onde, lentamente, se elabora o processo clássico da formação dos desertos.

Nos estados setentrionais, quem se aventura alem da orla marítima, logo encontra o multissecular martírio de uma terra, entre todas a preferida e castigada pelo sol. Nem florestas espessas, nem o murmúrio convidativo de inúmeras águas; só a luz nas areias fulvas e nas pedras: a luz, e o silêncio que mais exalta a tragédia de um eterno verão.

Aos bandeirantes do ciclo baiano deve-se a exploração e colonização do Nordeste. O S. Francisco e grande parte dos territórios de Pernambuco, Piauí, Maranhão e Ceará, foram devassados pelos nossos intrépidos sertanistas. E, quase sempre, a iniciativa e êxito de tão grandes empresas levou-os a Casa da Torre, a mais audaz e poderosa do Brasil colonial. Os Avilas, além de se afoitarem, pessoalmente, ao mais longínquo sertão, ordenaram, sob a direção de subordinados seus, entradas de que resultariam excelentes descobertas. Muitos dos melhores bandeirantes do Sul, e outros do Norte, estiveram, ora sob o controle direto dos senhores da Torre, ora associados às expedições que estes organizaram. Acresce, para seu elogio, que os Avilas foram, antes do mais, criadores de gado, isto é, colonizadores e civilizadores por excelência. Abriram as melhores estradas do Norte. E é justo dizer-se que os seus currais tornaram-se, muitos deles, centros de capital importância econômica, sobretudo os que se disseminaram pelo S. Francisco, o rio que Capistrano chamou "condensador da população. ...".

 
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Christovão de Avila
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