ORIGENS
 
Origens da Casa da Torre
Mais antiga raiz genealógica no Brasil: Diogo Álvares Caramuru e a Princesa índia do Brasil – Catarina Paraguaçu.
Mosteiro e Igreja da Graça
É a GRAÇA um dos lugares mais comovedores do Brasil.
Diogo Álvares Caramuru
Natural do noroeste da Península Ibérica, naufragou em 1509, na costa da Bahia.
Primeiro casal cristão
Uma comovedora homenagem à família brasileira, que, neste local e à sombra daquele templo se criou.
Catarina Álvares Caramuru
Índia deste Brasil, filha do principal -Taparica, que recebeu seu batismo em Saint-Malo na França, em 1528.
Fundação da Cidade do Salvador
Junto com Tomé de Souza, chegou à Bahia Garcia D'Avila, no dia 29 de março do ano de 1549.
Ermida de N. Sra. da Graça
Manoel da Nóbrega, 1549: "... uma maneira de igreja, junto da qual logo aposentamos os Padres e Irmãos ..."
Genealogia Nordestina
1º Workshop - Genealogia Nordestina – Resgatando Paes Barreto - IHGB, Rio de Janeiro, 05 de março de 2007.



ORIGENS DA CASA DA TORRE DE GARCIA D'AVILA

A Casa da Torre de Garcia D'Avila tem como mais antiga raiz genealógica no Brasil, Diogo Álvares Caramuru e a Princesa índia do Brasil – Catarina Paraguaçu – filha de um cacique tupinambá, batizada no ano de 1528 em Saint-Malo (França), com o nome cristão de "Katherine du Brézil" (Catarina do Brasil), tendo como madrinha Catherine des Granches, esposa do Cap. Jaques Cartier – o descobridor do Canadá.

Trata-se da primeira família brasileira documentada, entrelaçada na geração de Garcia D'Avila com a índia Francisca Rodrigues e na sucessão de Jerônimo de Albuquerque com a filha da aldeia de Olinda, a índia Muira-Ubi – Maria do Espírito Santo Arcoverde – primeira Sociedade brasileira. Seus sucessores vincularam-se à nobreza dos Pereiras e Marinhos, aos descendentes de Domingos Pires de Carvalho casado com Maria da Silva, à geração de Felipe Cavalcanti casado com Catarina de Albuquerque e com a descendência do casal José Pires de Carvalho - Tereza Vasconcellos Cavalcanti de Albuquerque Deus-Dará, dando origem a boa parte população do Nordeste e a algumas das mais importantes famílias da Bahia e do Brasil, com prolongamentos até nas cortes européias e, recentemente, na Casa Imperial Brasileira.


(Casa da Torre de Garcia D'Avila)
"Esta antiga e nobre família conserva a varonia legítima dos PIRES, a chefia e representação dos AVILAS e mais as representações de DIOGO ALVARES - CARAMURÚ e de sua mulher CATARINA PARAGUASSÚ, além do título de VISCONDE DA TORRE DE GARCIA D’AVILA".
(CASTRO, Orlando Guerreiro de. Casa da Torre de Garcia D’Avila - Varonia, Chefia e Representação.)


Diogo Alvares Caramuru

Natural da Península Ibérica, naufragou em 1509*, na costa da Bahia.
Conseguindo sobreviver, iniciou ali a primeira fixação comprovada do colonizador europeu, onde hoje é o alto da Graça, na Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos. Sua povoação, denominou-a Vila Velha, onde se estabeleceram, além de Caramuru e sua família, outros de além-mar, alguns dos quais se casaram com filhos do próprio Caramuru, fidalgo da Casa Real de D. João III, em virtude de vários serviços prestados em benefício da Colônia.




Catarina Alvares Caramuru (Paraguaçu)

Índia deste Brasil, filha do principal -Taparica, recebeu seu batismo em Saint-Malo na França, no penúltimo dia do mês de julho de 1528, tomando o nome cristão de Katherine du Brézil (Catarina do Brasil) e se tornou esposa de Caramuru.

 

Tela "O Sonho de Paraguaçu", na Sacristia da Igreja da Graça.

Certidão de Batismo:


(30 juillet 1528)
"Le pénultième jour du moys surdit fut baptisée Katherine du Brézil, et fut compère noble homme Guyon Jamyn, recteur de Saint-Jagu, et commère Katherine de Granches et Françoise Le Gobien, fille de l'aloué de Saint-Malo, et fut baptisée par maitre Lancelot Ruffier, vicaire curé dudit lieu, le dit jour que dessus. - P. Trublet". (Doc. N 1 - Bapteme de Catherine du Brézil (30 Juillet 1528) - Archives Municipales (Saint-Malo) - GG 6. (*)

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Primeiro Registro de Batismo de um(a) brasileiro(a)
Diogo Álvares Caramuru e a Índia Paraguaçu, batizada "Katherine du Brézil" no ano de 1528, em Saint Malo, tendo como madrinha Catherine des Granches, esposa do Cap. Jaques Cartier – o descobridor do Canadá, constituiram a primeira família brasileira, documentada, sendo a mais antiga raiz genealógica, no Brasil, da qual descende a Casa da Torre de Garcia D'Avila.


A Ermida de Nossa Senhora da Graça


1530
- Retornando o casal à Bahia, depois de quatro anos em França, Paraguaçu, sinceramente religiosa, esforça-se para converter as índias e faz construir a ERMIDA DE NOSSA SENHORA DA GRAÇA, um dos templos pioneiros do cristianismo no Novo Mundo, posteriormente por ela doada à Ordem Beneditina da Bahia (1586). Paraguaçu cuida de instruir não somente as filhas e membros de sua família, como as irmãs de raça. É ela, então, a verdadeira Senhora da Bahia, onde Diogo é um legítimo Rei.


Nossa Senhora da Graça e Catarina Alvares Caramuru - Doação da primitiva Ermida da Graça, por Catarina Paraguaçu, em 1586, aos monges benditinos da Bahia. Desenho de Irmão Paulo Lachenmayer, OSB.


1548 - D. João III - Rei de Portugal, ao resolver mandar fundar a Cidade do Salvador, envia uma carta a Diogo Alvares - Cavaleiro da Casa Real, tendo como portador Gramatão Teles, na qual anuncia a vinda de Tomé de Souza, o que bem define o valor e os préstimos de Caramuru, o mais antigo morador da Bahia:

"Diogo Alvares.
Eu el-rei vos envio muito saudar. Eu ora mando Tomé de Souza, fidalgo da minha casa, a essa Bahia de Todos os Santos por capitão governador dela, e para na dita capitania e mais outras desse estado do Brasil prover de justiça dela, e do mais que ao meu serviço cumprir e mando, que na dita Bahia faça uma povoação, e assento grande e outras coisas de meu serviço. E porque sou informado pela muita prática e experiência, que tendes dessas terras, e da gente, e costumes delas, e sabereis bem ajudar e conciliar, vos mando, que o dito Tomé de Souza lá chegar, vos vade para ele e o ajudeis no que lhe deveis cumprir, e vos ele encarregar, porque fareis nisso muito serviço; e porque o cumprimento, e tempo de sua chegada a ela abastada de mantimentos da terra para provimento da gente, que com ele vai, escrevo sobre isso a Paulo Dias, vosso genro, procure por se haverem, e os vá buscar pelos portos dessa capitania de Jorge de Figueiredo. Sendo necessária vossa companhia e ajuda, encomendo-vos, que o ajudeis no que virdes que cumpre, que o fareis. Bartolomeu Fernandes a fez em Lisboa a 19 de novembro de 1548.
- Rei Sobrescrito
- Por El-Rei a Diogo Alvares, cavaleiro de minha casa na Bahia de Todos os Santos.
"

1549 - A 29 de março desembarcam Tomé de Souza - Primeiro Governador Geral do Brasil, com seus companheiros e fundadores da Cidade do Salvador, na Vila do Pereira, ao lado do morro de Santo Antônio, onde Diogo e Catarina Alvares Caramuru, com os Tupinambás, os esperavam e, subindo a encosta, acampam em Vila Velha, a povoação de Diogo Alvares.

Havia, descreve o Jesuíta Manoel da Nóbrega: "... uma maneira de igreja, junto da qual logo aposentamos os Padres e Irmãos em umas casas a par dela .... E ao terceiro dia, naquele local, celebrou Nóbrega uma missa solene, a primeira festa religiosa da Comitiva Oficial."

1586 - Doação da Ermida da Graça ao Mosteiro de São Bento da Bahia

O testamento original de Catherina Alvares Caramuru (Paraguaçu), assinado na segunda metade do século 16, cartas de alforria de escravos, depoimentos de soldados que lutaram na Guerra de Canudos, o livro sobre a vida de Santo Alberto Magno editado em 1504. Essas são apenas algumas das raridades que o Mosteiro de São Bento de Salvador, fundado em 1582, está colocando à disposição de pesquisadores, com a inauguração do Centro de Documentação e Pesquisa do Livro Raro Dr. Norberto Odebrecht.



Mosteiro e Igreja de Nossa Senhora da Graça, na Bahia

É a GRAÇA um dos lugares mais comovedores do Brasil.

Preciosa lembrança do passado, a Ermida de Nossa Senhora da Graça figura assim, como um dos lugares mais significativos da fundação da Cidade do Salvador, remontando à existência do primeiro homem civilizado que habitou e povoou esta Terra de Santa Cruz.

É nela que repousam os restos mortais de Catarina Paraguaçu, a mãe das mães brasileiras, considerada um dos maiores símbolos femininos da história do país, por ter exercido papel fundamental na integração das raças que formaram o povo brasileiro.

A imagem da Mãe de Deus, no seu altar-mor, ainda hoje venerada, bela escultura de madeira, perfeitamente talhada, tendo ao braço esquerdo Jesus menino, é a mesma milagrosa imagem encontrada por Caramuru e Paraguaçu, cuja visão está representada na preciosa tela da sacristia e reproduzida no teto da nave.

A Casa da Torre, valorizou-lhe a herança mandando pôr, em 1798, a lápide brasonada que comemora Paraguaçu e Caramuru e, na sacristia, a tela que evoca o naufrágio de Caramuru, com diversas cenas do belo poema de Santa Rita Durão.

Com muito carinho preserva esta relíquia histórica - Dom Bernardo Lucas. (Dependência do Mosteiro de São Bento da Bahia).



Primeiro Casal Cristão



Placa de mármore na fachada, próximo à entrada principal da

Igreja de N. Sra. da Graça


"O 1o CONGRESSO DE HISTÓRIA DA BAHIA
TRIBUTA A GRATIDÃO NACIONAL
A DIOGO E CATARINA ALVARES CARAMURÚ
PRIMEIRO CASAL CRISTÃO DESTA TERRA
ONDE O MILAGRE DO SEU AMOR FLORESCEU
NA CIVILIZAÇÃO - QUE ASSIM COMEÇOU -
E NA CIDADE QUE O IMORTALIZA
1549 - MARÇO - 1949"


- O Primeiro Congresso de História da Bahia (1949), promovido pelo Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, fez colocar uma singela, mas significativa placa de mármore, na fachada da Igreja da Graça, numa comovedora homenagem à família brasileira, que, neste local e à sombra daquele templo se criou:


Da descendência de Diogo e Catarina Alvares Caramuru, a mais antiga raiz da Casa a Torre, no Brasil, formou-se o arcabouço da aristocracia do Recôncavo Baiano, dando origem a algumas das mais importantes famílias da Bahia e do continente, com prolongamentos até nas cortes européias e, recentemente, na Casa Imperial Brasileira.



A Fundação da Cidade do Salvador - 1549

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Junto com Tomé de Souza - primeiro Governador Geral do Brasil - chegou Garcia D'Avila, à Bahia, no dia 29 de março do ano de 1549, recebidos por Diogo e Catarina Alvares Caramuru, a pedido de D. João III - Rei de Portugal. Iniciava-se, assim, a construção da nossa Primeira Capital - a CIDADE DO SALVADOR.