Genealogia Nordestina
 

Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro - IHGB
05/03/2007
 

Genealogia Bahiana pelo Dr. Christovão Dias de Avila Pires Jr.
(TEXTO COMPLETO)

Genealogia Bahiana

Os Primitivos Colonizadores Nordestinos
e Seus Descendentes


Christovão de Avila (1)

Palestra proferida em 05 de março de 2007, no salão nobre do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro - IHGB, no Rio de Janeiro, durante o 1º Workshop Genealogia Nordestina – Resgatando Paes Barreto, representando o Instituto Genealógico da Bahia - IGB, um evento que antecedeu as palestras na Bahia, no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, e em Praia do Forte, dando início às comemorações dos 200 Anos da chegada da Família Real portuguesa ao Brasil (1808-2008) e anunciando o V Centenário da chegada ao Brasil de Diogo Álvares, o Caramuru (1509-2009).

Palavras-chave: Genealogia, Nordeste, Paes Barreto.

 

Atendendo ao honroso convite para apresentar o tema Genealogia Bahiana é com muita alegria que aqui estamos, representando o Instituto Genealógico da Bahia - IGB, nesta oportunidade em que todo o Nordeste Brasileiro está reunido, para comemorar meio século da primeira edição da preciosa obra de um cultor da história e da genealogia, Carlos Xavier Paes Barreto Os Primitivos Colonizadores Nordestinos e seus Descendentes.

É também com muita satisfação, que nos encontramos nesta novel Instituição, onde nos idos de 1989 proferimos a nossa primeira palestra sobre a Casa da Torre, uma História que constituiu a memória oferecida pelo saudoso Pedro Calmon ao congresso realizado por este IHGB, em 1931, o que resultou na sua famosa História da Casa da Torre – Uma Dinastia de Pioneiros. Neste mesmo Instituto, onde em 1997 promovemos o maior e mais profundo projeto de pesquisa já realizado, sobre Caramuru e a Casa da Torre, no Brasil e no exterior, tendo como titular este Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Primeiros Povoadores

Ao partir, em 2 de maio de 1500, Cabral deixara em solo bahiano dois degredados, sabendo-se apenas o nome de um deles – Afonso Ribeiro. A carta de Pero Vaz de Caminha registra que, além deles, teriam ficado dois grumetes desertores, sendo que estes, assim como outros, e também aventureiros e náufragos teriam sido os primeiros povoadores, mas que não conseguiram criar convívios familiares com as índias, nem criaram seus filhos em ambiente de integração cultural das duas raças.

A primeira fase da nossa colonização foi marcada por um processo de miscigenação, entre europeus e índias, a que se adicionou, a partir da metade do século XVI, a componente africana.

Primitivos Colonizadores Nordestinos

Os Primitivos Colonizadores Nordestinos e seus Descendentes, chegados à Bahia, muitos deles vieram da Capitania de Pernambuco, de onde saiu Paes Barreto, e se uniram aos descendentes de Diogo Álvares Caramurú com a princesa índia Catarina Paraguaçu, como os sucessores de Jerônimo de Albuquerque com a princesa filha da aldeia de Olinda, batizada Maria do Espírito Santo Arco Verde.

Descendentes de Filipe Cavalcanti, fidalgo florentino, filho de João Cavalcanti e de sua mulher D. Genebra Manelli, que passando a Pernambuco em 1558, experimentou tal hospitalidade em Jerônimo de Albuquerque que veio a se casar com D. Catarina de Albuquerque, filha natural de Jerônimo de Albuquerque com a princesa índia Muira-Ubi.

Assim como os descendentes de Arnau de Holanda, filho de Henrique de Holanda Baravito de Rheonebourg, natural de Utrech, o qual foi casado com Margarida Florença, e foi casado Arnau de Holanda com D. Brites Mendes Vasconcelos. E tantos outros, que precisaríamos dias aqui reunidos, só para resumir esta genealogia.

Primeira fixação comprovada do Colonizador europeu

Em 1509*, Diogo Alvares, nascido no noroeste da Península Ibérica, por volta de 1475, naufragou na costa da Bahia, quando muitos de seus companheiros foram mortos pelos tupinambás, conseguindo sobreviver e passando a conviver com os índios, recebendo a alcunha de Caramuru. O conhecimento adquirido dos costumes nativos, em muito contribuiu para facilitar o contato entre estes e os primeiros missionários e a administração portuguesa.

Tornou-se o maior comerciante internacional de sua época, tanto no comércio do pau-brasil com os franceses, pelo porto de Tatuapara, como no abastecimento de navios, com frutos da terra, daquela região aonde mais tarde viria ser implantada a Torre de Garcia D'Avila.

Pelos relatos da época, Caramuru tinha muitos filhos e vivia na sua povoação, fundada no sítio da Graça, considerada a primeira fixação comprovada do colonizador europeu – Vila Velha.

Katherine du Brésil– A mais antiga figura feminina do Brasil

Em 1526, Diogo Álvares Caramuru é levado à França com uma princesa índia, que fora batizada no dia 30 de julho de 1528, em Saint-Malo – “Katherine du Brésil” – a Índia tupinambá, filha do cacique Taparica – Catarina Paraguaçu, tornando-se esposa de Caramuru.

Ao retornarem da Europa, após quatro anos em França, construíram a ermida de Nossa Senhora da Graça – o santuário mariano mais antigo do Brasil.

Trata-se de um marco esquecido, dos primórdios da colonização da Bahia, e do Brasil, "a mais antiga figura feminina da história do Brasil", como lembra Pedro Calmon, esposa que foi de Diogo Álvares Caramuru, "deste Adão de Massapé" como celebrou Gregório de Matos.

Teve Caramuru numerosos filhos com outras índias, a exemplo de Marcos Álvares, que foi responsável pela aproximação dos tapuias com os portugueses, promovendo a paz na região. Foi pai de Manoel Álvares e João Álvares, mortos pelos índios do Jiquiriçá, e de Isabel Álvares, que se casou com Francisco Rodrigues; de Catarina Álvares que se casou com Gaspar Dias; de Filipa, que se casou com Paulo Dias Adorno, fidalgo genovês, que viveu na Bahia, em companhia de Caramuru; Madalena Álvares que se casou no mesmo dia que Filipa, sua irmã, na Ermida de Nossa Senhora da Graça.

Sucessão genealógica de Caramuru e Paraguaçu

Diogo e Catarina Álvares Caramuru tiveram quatro filhas, que se casaram com europeus de posição, sendo considerados a primeira família brasileira documentada. Foram elas:

1. Ana Álvares, primeira filha, casou com Custódio Rodrigues Correa, pessoa nobre de Santarém (Portugal). Tiveram os seguintes filhos: Padre Marçal Rodrigues Correa, em 1536, o primeiro clérigo mameluco do Brasil, ordenado pelo Bispo Pedro Leitão, que foi Capelão da Sé e Meio-Cônego sendo por algum tempo Capelão do clã de sua família. André Álvares, casou-se com Íria Barbosa, sem sucessão, idem a Paulo, Lourenço e Jorge, assim como Isabel Rodrigues casada com João Marante, cuja lápide se encontra na Igreja da Vitória. A última filha casou-se com Aires da Rocha Peixoto, natural de Elvas, de cujo casamento procedem os Rochas Peixotos e alguns Correas.

2. Genebra Alvares, segunda filha, casou-se com Vicente Dias de Beja, natural da província do Alentejo, moço fidalgo da casa do infante D. Luiz, tendo os seguintes filhos: Diogo, Maria, Lourenço, Vicente, Catarina, Andresa e Francisca. Diogo Dias, o primogênito, vem a se casar com Isabel de Avila, filha natural de Garcia D'Avila com a índia Francisca Rodrigues, seguindo-se a sucessão da Casa da Torre de Garcia D'Avila. A dita Isabel antes de se casar com Diogo Dias havia sido casada com o fidalgo genovês Gil de Vasconcelos, que vivendo com ela em Itapoã, o matou um gentio, sem deixar sucessão.

3. Apolônia Álvares, a terceira filha, casou com o Cap. João de Figueiredo Mascarenhas, natural da cidade de Faro, no reino de Algarve, chegado com o primeiro governador-geral Tomé de Souza, trazendo o filho João de 12 anos de idade. Recebendo dos índios o apelido de Bautucá, teve com Apolônia os filhos: Filipa, Mícia, que se casou com Manoel Correia de Brito, Grácia, que se casou com Francisco de Barros, encontrando-se sua lápide na Igreja de Nossa Senhora da Vitória, e Clemência, casada com Bento de Barbuda.

4. Grácia Álvares, quarta e última filha legítima de Catarina e Caramuru, casou-se com Antão Gil, natural de Évora, Oficial da Câmara da Bahia, em 1581, foi uma das testemunhas da doação da Ermida da Graça, por Catarina, aos beneditinos no ano de 1586. Tiveram os seguintes filhos: Cosmo Gil, Diogo Álvares, Lourenço Sarradas, Antão Gil, Catharina Gil, que se casou com Gaspar Barbosa de Araújo, e Maria Gil que se casou com o Capitão Gonçalo Bezerra de Mesquita. Faleceu Antão Gil a 31 de outubro de 1603.

Vínculos genealógicos

Os descendentes de Diogo e Catarina Álvares Caramurú vincularam-se à geração de Jerônimo de Albuquerque com a filha da aldeia de Olinda, Muira-Ubi – Maria do Espírito Santo Arco Verde – Primeira Sociedade Brasileira; à nobreza dos Pereiras e Marinhos; com os descendentes de Domingos Pires de Carvalho casado com Maria da Silva; à geração de Felipe Cavalcanti casado com Catarina de Albuquerque; e com a descendência do casal José Pires de Carvalho - Tereza Vasconcellos Cavalcanti de Albuquerque Deus-Dará; entrelaçaram-se na sucessão de Garcia D'Avila com a índia Francisca Rodrigues, integrando a Casa da Torre de Garcia D'Avila, e dando origem a boa parte população do Nordeste e a algumas das mais importantes famílias da Bahia e do Brasil, com prolongamentos até nas cortes européias e, recentemente, na Casa Imperial Brasileira.

A Casa da Torre e a Expansão Territorial e Genealógica

Daquela Torre, partiram os conquistadores e povoadores do Nordeste, implantando currais de gado e agricultura de subsistência, estendendo seus vastos domínios pelo Nordeste, até o Piauí e Maranhão, entrando pelo Tocantins, que na época pertencia à Pernambuco, descendo o São Francisco e atingindo as Minas Gerais, concorrendo com a Casa da Ponte, convergindo, ao fim, para união genealógica das duas Casas, sendo o último proprietário do Paço do Saldanha José Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, 2º Barão de Pirajá, que fora casado com D. Agueda Maria Zeferina da Silva.

A Casa da Torre foi fundada por Garcia D'Avila, que veio em 1549, com o primeiro governador geral Tomé de Souza, tendo como principal sede o Castelo da Torre de Garcia D'Avila, localizado na colina de Tatuapara, onde hoje se pode visitar uma majestosa Ruína, em Praia do Forte – Costa dos Coqueiros – Município de Mata de São João, litoral norte do Estado da Bahia. Integrava um conjunto residencial-militar, compreendido pelo próprio Castelo, com a sua Capela de Nossa Senhora da Conceição, sua "Torre Singela de São Pedro de Rates", seu Forte Garcia D'Avila e seu Porto do Açu da Torre, além das construções de apoio aos seus Batalhões de Milícias e Marinha. Uma construção duplamente ibérica, que foi iniciada em 1551, considerada a primeira grande edificação portuguesa no Brasil, sendo concluído o castelo, na sua segunda e mais importante etapa de construção, em 1624, durante o período espanhol.

Secessão Genealógica

Garcia D'Avila casou-se com a cristã nova Mécia Rodrigues, sem sucessão, tendo a filha Isabel de Avila, acima referida, de uma índia batizada Francisca Rodrigues.

Francisco Dias de Avila Caramuru, que se intitulava Senhor da Torre de Tatuapara, neto de Garcia D'Avila e filho de Isabel de Avila, com Diogo Dias, neto de Diogo e Catarina Álvares Caramuru, foi o herdeiro de Garcia D'Avila.

Naquela Torre se sucederam dez gerações, durante três séculos, sendo quatro Garcias de Avila, intercalados por três Franciscos de Avila, unindo-se o Morgadio da Torre, por ausência de sucessão do Garcia IV, aos morgados dos Pires de Carvalho e Albuquerque, sendo último Senhor da Torre Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, feito Barão da Torre de Garcia d'Avila, no dia da coroação de D. Pedro I, primeiro titular do Império do Brasil, e único titulo brasileiro por quase dois anos, depois elevado a Visconde, com Grandeza.

O Visconde da Torre, que usava o nome de Antonio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque Cavalcanti Machado de Avila Pereira, Coronel do Regimento de Milícias e Marinha da Torre, último Morgado da Torre, casou-se com sua sobrinha Ana Maria de São José e Aragão, filha de seu irmão mais moço, o Coronel de Linha Brigadeiro Graduado Joaquim Pires de Carvalho de Albuquerque, Visconde de Pirajá e de sua mulher Maria Luiza Queiroz de Teive e Argolo.

Numa homenagem a Catarina Álvares Paraguaçu, a princesa Índia esposa de Caramuru, considerada Mãe das Mães Brasileiras, a primeira filha deste primeiro titular do Brasil, o Visconde da Torre de Garcia d'Avila, recebera em seu batismo o nome cristão de Catarina Álvares Paraguaçu Pires de Aragão.

200 Anos da chegada da Corte Real portuguesa ao Brasil, na Bahia (1808-2008)

Nesta oportunidade estamos antecipando a notícia do lançamento, a ser feito, em nossa palestra, no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia - IGHB, e em Praia do Forte, no Castelo Garcia D'Avila, em julho/agosto próximo, do início das comemorações dos 200 Anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, na Bahia (1808-2008), assaz gratificante ao Brasil e a Portugal, e aos eventos que marcarão o Quinto Centenário da chegada ao Brasil de Diogo Álvares – o Caramurú (1509-2009), com a participação do Instituto Genealógico da Bahia - IGB, do Memorial Visconde de Mauá e do Centro Cultural e de Pesquisas do Castelo da Torre - CCPCTorre.

Ocorre que a história da Casa da Torre, de quase cinco séculos, desde suas origens no Brasil, está intimamente ligada a personagens e eventos comemorativos, 1808-2008, marcada desde a chegada à Bahia e recepção da Corte Portuguesa, quando a Esquadra Real, conduzindo Família Real portuguesa, registrou o primeiro contato com o Brasil, ao aproximar-se da costa da Bahia, na altura da Torre de Tatuapara (Torre Singela de São Pedro de Rates), cuja atalaia sinalizou à Cidade do Salvador, a chegada da Esquadra Real. (NEDEHF, Eduardo André Chaves, Marquês de Viana. O Diário de Bordo do Marquês de Viana. Rio de Janeiro - RJ, 2008. 25p. il. I. Título).

Naquele dia 22 de janeiro de 1808, o Coronel Comendador Antonio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque (futuro Visconde da Torre de Garcia D’Avila) recebeu por herança do pai, falecido naquele mesmo dia, o cargo de Secretário de Estado, renunciando em favor de seu irmão, Francisco Elesbão Pires de Carvalho e Albuquerque (futuro Barão de Jaguaripe, que era Vereador do Senado da Câmara), cargo que ele exerceu até 2 de fevereiro de 1822.

Participou, assim, o Secretário de Estado, dentre outros eventos, da famosa Carta Régia que abriu os portos do Brasil ao comércio direto com todas as nações amigas, o que constituiu um dos momentos mais importantes de afirmação do Brasil como Nação. Um comércio internacional iniciado três séculos antes, pelo seu avô em nono grau – Diogo Álvares Caramuru – o maior comerciante internacional de sua época, tanto no comércio do pau-brasil com os franceses, pelo porto de Tatuapara, como no abastecimento de navios, com frutos da terra, aonde mais tarde viria ser construída a Torre de Garcia D'Avila.

500 Anos da chegada ao Brasil de Diogo Álvares Caramuru (1509*-2009)

Antecipando-se às comemorações do V Centenário da chegada ao Brasil de Diogo Álvares, de alta repercussão nacional e internacional, num preito muito justo e significativo, o Ministério da Cultura acaba de aprovar o projeto PRONAC no 06-8787, que viabiliza a publicação do Livro de Arte, Caramuru e a Casa da Torre de Garcia D'Avila, documentando em português e inglês, em forma artístico-literária, o Armorial Histórico da Casa da Torre de Garcia D'Avila, um monumental acervo de Brasões de Armas, considerado uma das mais importantes coleções armoriadas, não somente do Brasil, mas de todo o Novo Mundo.

Final

Aproveitamos a oportunidade para registrar a presença entre nós, de um exemplo de resgate cultural, que nos dá um descendente de Italianos, morador de Ribeirão Preto - SP, que, resgatando suas raízes genealógicas nos Primitivos Colonizadores Nordestinos e seus Descendentes, encontrou as ligações com os Cavalcantis vindos de Florença, nos primeiros tempos, identificando diversos vínculos patrimoniais, heráldicos e genealógicos, com a Casa da Torre de Garcia D'Avila. Trata-se do Conde Luiz Roberto Lorenzato, da casa dos San Martino, condes do Sacro Império Romano, que viajou hoje ao Rio de Janeiro, exclusivamente para participar deste evento, o que imensamente nos honra e prestigia a todos.

Encerramos aqui, augurando que este 1º Workshop Genealogia Nordestina – Resgatando Paes Barreto, seja o primeiro de uma seqüência de eventos, a resgatarem e difundirem a Genealogia Nordestina, que tem suas origens nas origens da nossa Terra Brasillis, cumprimentando os participantes de todo o Nordeste Brasileiro, e apresentando os mais profundos agradecimentos às organizadoras, Noemia Paes Barreto Brandão e Sonia Maria Xavier de Araújo-Ulrich, e aos patrocinadores deste evento, em nosso nome e em nome do Prof. Álvaro Pinto Dantas de Carvalho Júnior, Presidente do Instituto Genealógico da Bahia e de sua Diretoria.

............O futuro da humanidade passa pela família, a família brasileira,
............a família latino-americana, a família de todas as partes do mundo.
............
........(João Paulo II, mensagem ao povo brasileiro, 02.10.1997)


FONTES: Autores diversos: Revistas do IHGB, Revistas do IGHB, Revistas do IGB. BARROS, Francisco Borges de. Anais do Archivo Público da Bahia. BARROS, Francisco Borges de. Bandeirantes e Sertanistas Bahianos, Imprensa Oficial do Estado da Bahia,1919. BASTOS, Cláudio. Dicionário Histórico e Geográfico do Estado do Piauí, Halley S.A. Gráfica e Editora - Piauí,1994. CALMON, Pedro. História da Casa da Torre - Uma dinastia de pioneiros, Livraria José Olympio Editora,1958. CALMON, Pedro. Introdução e Notas ao Catálogo Genealógico de Frei Jaboatão. Salvador, Empresa Gráfica da Bahia, 1985. JABOATAM, Antonio de Santa Maria. Novo Orbe Seráfico Brasílico Brasilico. Typ. Brasilience Maximiano Gomes Ribeiro,1858. NÓBREGA, Manoel da. Cartas do Brasil, Editora Itatiaia Ltda - USP,1988. PIRES Jr., Christovão Dias de Avila. Acervo documental particular. Website: < www.casadatorre.org.br > e Armorial Histórico da Casa da Torre de Garcia D’Avila – Genealogia e Heráldica, Famílias integrantes e vinculadas. Rio de Janeiro-RJ. 1971-atual.


 

(1) Christovão Dias de Avila Pires Junior nascido em Niterói, Rio de Janeiro, em 30.ago.1935, é presidente do Centro Cultural e de Pesquisas do Castelo da Torre, Engenheiro Militar de Fortificação e Construção, membro de diversas instituições culturais, dentre elas o Colégio Brasileiro de Genealogia, o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, o Instituto Genealógico da Bahia, o Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro, o Instituto de Geografia e História Militar do Brasil, a Academia de História Militar Terrestre do Brasil e o Memorial Visconde de Mauá.  Fundou em 1989 o Centro Cultural, uma Associação que não tem finalidade econômica, constituída com descendentes da Casa da Torre, declarada de Utilidade Pública. Com larga experiência na coordenação de grandes projetos, em diversas áreas, vem, nas últimas décadas, realizando trabalhos de pesquisas, e promovendo e coordenando trabalhos técnicos no Castelo da Torre de Garcia D'Avila, em prol da restauração física e da difusão cultural, compilando, no Brasil e no exterior, informações históricas, técnicas, patrimoniais e culturais, sobre Caramuru e a Casa da Torre de Garcia D'Avila, tendo armazenado um acervo único no País. Vem realizando, desde 1989, palestras e conferências, participando de congressos e seminários, nacionais e estrangeiros, tendo trabalhos publicados, alem de entrevistas para jornais, revistas e televisão. Coordena a execução do Armorial Histórico da Casa da Torre de Garcia D’Avila, um monumental acervo heráldico, de Brasões de Armas, de pessoas, famílias e instituições, integrantes e vinculadas à Casa da Torre, considerado uma das mais importantes coleções armoriadas, não somente do Brasil, mas de todo o Novo Mundo. Vem realizando mostras heráldicas, associadas à palestras com datashow, e promoveu exposições temáticas do Armorial Histórico:  em 1996 – no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia;  em 1997 – no Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana, RJ;  em 2001 – no Museu da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, RJ;  e em 2005 – a Exposição PARAGUASSÚ - Katherine du Brésil, durante o ano França-Brasil.  É o titular do Projeto Cultural, que acaba de ser aprovado pelo PRONAC, para produção do Livro de Arte Caramuru e a Casa da Torre de Garcia D'Avila, documentando o Armorial Histórico, com texto integral, em português e inglês, histórico, patrimonial, genealógico e heráldico. Atualmente é coordenador de projetos em engenharia e na área patrimonial e cultural. Mora no Rio de Janeiro e tem residência na Bahia, adquirida em 1994, situada em terras que outrora pertenceram à Casa da Torre, no Município de Camaçari, nas proximidades de Tatuapara. É o responsável pelo site <www.casadatorre.org.br>, que criou, disponibilizou e mantém na Internet desde 1999, sem fim lucrativo, contendo uma síntese sobre a Casa da Torre de Garcia D'Avila, desde suas origens. 

 

 
 
Algumas imagens de Slides da apresentação com data-show

CINCO SÉCULOS DE HISTÓRIA
Em 1509, Diogo Álvares naufragou na costa da Bahia, hoje Rio Vermelho, quando muitos de seus companheiros foram mortos pelos índios Tupinambás.
Após o massacre, passou a conviver com os índios, iniciando ali a primeira fixação comprovada do colonizador europeu, denominando-a Vila Velha, tornando-se o maior comerciante internacional de sua época, com o comércio de pau-brasil, pelo porto de Tatuapara, onde mais tarde viria ser construída a Torre de Garcia D'Avila.
Recebeu dos índios a alcunha de Caramurú, e o conhecimento adquirido dos costumes nativos em muito contribuiu para facilitar o contato dos primeiros missionários e da administração portuguesa.
Aos cinco de outubro do ano de 1557, Diogo Alvares Caramurú veio a falecer, na Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos, primeira capital do Brasil, em cuja construção teve importante atuação.


1808 - 2008
Primeiro contato da Esquadra Real, conduzindo a Família Real Portuguesa, na altura da Torre de Garcia D'Avila, local já explorado por Diogo Álvares Caramuru, com o comércio do pau-brasil com os farnceses, desde os primeiros tempos.
Principais países (em ordem alfabética), que têm vínculos históricos, culturais e sócio-econômicos com Diogo e Catarina Alvares Caramuru e a Casa da Torre de Garcia D'Avila.

 

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LIVRO DE ARTE
Projeto PRONAC 06-8787- DOU N. 11 de 16.jan.2008

 

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