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CADASTRO
FOTOGRAMÉTRICO DO Christovão
Dias de Avila Pires Jr Eng. Militar de Fortificação
e Construção Coordenador Geral do Grupo
de Trabalho (Item 23) Tele: + 55 21 2267.4653 Email:
casadatorre@terra.com.br Fundação Ricardo Franco, de apoio ao Instituto Militar de Engenharia-IMEPça Gen Tibúrcio, 80 Urca,
22290-270 Rio de Janeiro, RJ, Brasil Tel:
+ 55 21 2295-9565 Fax: : + 55
21 2295-9569 Email: frfaiex@adm.ime.eb.br RESUMO
O objetivo do trabalho foi a criação de um Protótipo de Arquivo Fotogramétrico de Monumentos e Sítios, com o estabelecimento de uma Metodologia para utilização da Fotogrametria a Curta Distância – Arquitetônica e Arqueológica –, atendendo às recomendações internacionais e às necessidades do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN. Constou da realização inicial dos trabalhos de campo, na Bahia, seguido dos trabalhos de escritório, com fins à Restituição e à Ortofoto, no Depto. de Engenharia Cartográfica do Instituto Militar de Engenharia-IME, RJ, utilizando o programa PhotoModeler; na UNESP – Presidente Prudente, SP, utilizando o programa SOCET SET; na Universidade de La Plata, Argentina, os trabalhos relativos à Documentação das paredes internas do monumento; e teve a participação das instituições: Aerofoto Cruzeiro S.A., Arquivo Nacional, Fundação Garcia D’Avila, Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro–IHGB, IPHAN – DEPROT, RJ, IPHAN – 7a SR, Salvador, e Museu Histórico Nacional. O projeto foi desenvolvido por um Grupo de Trabalho, através de um Convênio da Fundação Ricardo Franco com o Ministério da Cultura, tendo sido ampliado além dos objetivos propostos, com a inclusão também, no modelo de Cadastro do IPHAN, do material obtido pelo levantamento fotogramétrico convencional, realizado pelo IME em 1993/94 e o preenchimento da ficha de Inventário de Bens Arquitetônicos. ABSTRACT The objective of the work was the creation
of a Prototype of the Photogrammetric
Archive of Monuments and Sites, with the establishment of a Methodology
for use of Architectural and Archeological Photogrammetry, according
to the determinations of the Venice Charter (1964), to the needs of
the Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN and
to the international recommendations of the ICOMOS / CIPA. It consisted of the initial accomplishment
of the works, in Bahia, following by the office works, with the Restitution
and Ortofoto, in Dept of Cartographic Engineering of the Instituto Militar
de Engenharia-IME, RJ, using the program PhotoModeler; in UNESP - Presidente
Prudente, SP, using the program SOCET SET; in La Plata's University,
Argentina, relative to the Documentation of the internal walls of the
monument; and had the participation of the institutions: Aerofoto Cruzeiro
S.A., Arquivo Nacional, Fundação Garcia D’Avila, Instituto Geográfico
e Histórico da Bahia, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro–IHGB,
IPHAN – DEPROT, RJ, IPHAN – 7a SR, Salvador, and Museu Histórico
Nacional. The project was developed by a Group
of Work, through an Agreement of the Fundação Ricardo Franco with the
Ministry of the Culture, having been enlarged besides the proposed objectives,
with the inclusion, in the Register of IPHAN, of the material obtained
by the conventional photogrammetric documentation, accomplished by IME
in 1993/94 and the completion of the record of Inventory of the architectural
monument.
1.
OBJETIVO Protótipo
de DOCUMENTAÇÃO PRECISA de Monumento e Sítio Arquitetônico e Arqueológico,
com o estabelecimento de uma METODOLOGIA para utilização da FOTOGRAMETRIA
A CURTA DISTÂNCIA, atendendo às recomendações internacionais da Carta
de Veneza (1964) e do ICOMOS / CIPA (1987), e às necessidades do Instituto
do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN, em apoio aos diferentes
trabalhos de Proteção, Promoção e Registro de Patrimônio Histórico e
Cultural. 2.
ESTRATÉGIAS DE AÇÃO Foi definido o monumento
Castelo da Torre de Garcia D'Avila, para a execução do trabalho de Documentação,
em função de diversos motivos: -
o
monumento acabara de passar por um processo de restauração/consolidação
de suas ruínas, o que recomendava sua Documentação; -
o
monumento foi objeto de um Levantamento Fotogramétrico, executado em
1993/94, através de um Convênio assinado em 08 DEZ 1993, entre o Ministério
do Exército, tendo como órgão executor o Instituto Militar de Engenharia-IME
e a Fundação Garcia D'Avila, com a interveniência da então Fundação
Pró-Memória e do Centro Cultural e de Pesquisas do Castelo da Torre.
- como
produto final foram obtidas, além dos Modelos Fotogramétricos de todas
as fachadas externas, a Restituição convencional de duas fachadas, duas
Ortofotos p/b e uma colorida, tudo pelo processo convencional, de alta
precisão;
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Fig.
2 – Restituição, executada em 1994, pela ESTEIO, em Curitiba |
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3.
DESENVOLVIMENTO DOS TRABALHOS
3.1 -
O objeto do Convênio foi cumprido e o objetivo alcançado, em conformidade
com o Plano de Trabalho, sendo atingidas todas as metas planejadas,
apesar das dificuldades encontradas, adiante resumidas:
-
a
época da realização dos trabalhos de campo coincidiu com a alta estação
de viagens, ocasionando encarecimento de preços e dificuldades em reservas
de hospedagem e de passagens aéreas, obrigando a remanejamentos de vôos
nacionais e internacionais;
-
a
época da realização dos trabalhos de escritório coincidiu com as férias
das universidades envolvidas, não sendo possível a participação de alunos,
sobrecarregando, assim, o trabalho dos técnicos participantes;
-
os
prazos de execução dos trabalhos foram reduzidos, obrigando todos os
participantes a um esforço muito superior, a fim de que pudessem ser
superadas todas as dificuldades e mantidas todas as metas propostas.
3.2 - A execução
obedeceu ao planejamento inicial, dificultada apenas pelas causas acima
descritas, seguindo o cronograma físico, conforme estratégia adiante
descrita, utilizando os equipamentos e instalações das universidades
e de instituições envolvidas, que apoiaram o projeto:
-
realização
inicial dos trabalhos de campo, na Bahia, constantes do Relatório Técnico;
-
realização
de trabalhos de escritório, no Depto. de Engenharia Cartográfica do
Instituto Militar de Engenharia-IME, RJ, utilizando o programa PhotoModeler,
adquirido com recursos do projeto, sendo depois doado ao IME;
-
realização
de trabalhos de escritório, na Unesp – Presidente Prudente, SP, com
fins à Restituição e à Ortofoto, utilizando o programa SocetSet, do
Depto. de Cartografia da Faculdade de Ciência e Tecnologia daquela universidade;
-
realização
de trabalhos de escritório, na Universidade de La Plata, Argentina,
relativos à Documentação das paredes internas do monumento;
-
reuniões
técnicas, virtuais – via Internet, via telefone e fax, com os técnicos
de fora do Rio de Janeiro; reuniões, nas dependências da Fundação Ricardo
Franco e nos laboratórios do IME, com o Grupo do Rio, visando à consolidação
dos resultados dos diversos trabalhos, num Relatório Técnico, que apresentasse
a Metodologia para a DOCUMENTAÇÃO PRECISA de Monumentos e Sítios, utilizando
Fotogrametria a Curta Distância – Arquitetônica e Arqueológica –, executada
pelo processo Simplificado.
4.
CRONOGRAMA FÍSICO
O Convênio foi
assinado no dia 26 de dezembro de 2000 e os trabalhos foram iniciados
no dia 3 de janeiro, sendo concluídos em 19 de fevereiro de 2001, obedecendo
a todas as etapas planejadas.
O Relatório
Técnico final foi apresentado e entregue à diretoria do IPHAN, pelo
coordenador geral do projeto, em reunião formal, com a participação
do presidente da Fundação Ricardo Franco, do Comandante do Instituto
Militar de Engenharia e dos participantes do Rio de Janeiro, em embalagem
espacial para arquivamento, desenvolvida, especialmente para o CADASTRO
FOTOGRAMÉTRICO, no Arquivo Nacional.
A execução do
Convênio foi possível graças ao redobrado esforço e à firme dedicação
de todos os componentes do GRUPO DE TRABALHO, apoiados pela elevada
capacidade técnica e administrativa da Fundação Ricardo Franco, do Instituto
Militar de Engenharia, da Unesp - Presidente Prudente e da Universidade
de La Plata – Argentina, todos imbuídos do mais elevado espírito profissional,
cônscios da valiosa contribuição que estavam dando, para o desenvolvimento
da Tecnologia e para a viabilizar a Documentação e Proteção do Patrimônio
Histórico e Cultural do Brasil e da Humanidade.
Considerando,
ainda, a grande importância do Projeto, para a Documentação Precisa
do monumento envolvido, o trabalho foi ampliado além dos objetivos propostos,
com a inclusão, no Cadastro, do material obtido no levantamento fotogramétrico
convencional, realizado pelo IME em 1993/94 e o preenchimento de uma
ficha de Inventário de Bem Imóvel, do IPHAN.
5.
RECURSOS PARA O PROJETO
Os recursos, transferidos pelo Ministério da Cultura e o Valor da Contrapartida, referentes ao Convênio no 383/2000-CGPRO/SPMAP, foram totalmente utilizados na execução do projeto – DOCUMENTAÇÃO PRECISA de Monumentos e Sítios –, nos Estados do Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo, tendo sido aprovadas todas as contas, pelo MinC, conforme Ofício no 1137/2002 -DAP/CGPRO, de 03.out.02.
6.
CONSIDERAÇÕES SOBRE A DOCUMENTAÇÃO
PRECISA
6.1 - Considerando
as reais possibilidades de documentação científica e de registro, oferecidas
pela Fotogrametria a Curta Distância, Arquitetônica e Arqueológica,
na Documentação de Monumentos e Sítios Arquitetônicos e Arqueológicos
(Resolução nº 2 ICOMOS / CIPA – 15.out.87), a constituição
de CADASTROS FOTOGRAMÉTRICOS virá complementar o trabalho de Inventário
Patrimonial, além de atender
às recomendações internacionais.
6.2 - Através deste
Projeto, foi desenvolvido e apresentando um PROTÓTIPO DE DOCUMENTAÇÃO
PRECISA, do monumento nacional – Castelo da Torre de Garcia D’Avila
–, localizado na Bahia, complementado com o respectivo CADASTRO FOTOGRAMÉTRICO.
7.
INTRODUÇÃO À FOTOGRAMETRIA
Esta breve introdução
sobre Fotogrametria foi escrita para não-fotogrametristas, com a finalidade
de permitir uma avaliação sobre o emprego da Fotogrametria a Curta Distância,
num trabalho multidisciplinar de Documentação Arquitetônica e Arqueológica:
Fotogrametria é
a técnica de medir objetos (2D ou 3D), partindo de Fotografias, contendo
“pontos de apoio”. Nós dizemos fotografias, comumente, mas também podem
ser imagens eletronicamente armazenadas em fita ou em disco, tomadas
por vídeo ou por máquinas fotográficas CCD ou por sensor de radiação,
como “scanners”.
Após a aquisição,
as imagens necessitam sofrer correções geométricas, basicamente de inclinação
e de escala. Esse processo denomina-se Retificação. Partindo das imagens
retificadas, em um CAD (Computer Aided Design), podem ser obtidos desenhos
precisos dos prédios, sítios, objetos ou detalhes, produzindo-se, como
resultados: restituições, curvas de nível, ortofotos, fotos retificadas,
mosaicos controlados, plantas baixas,
cortes transversais, e detalhes, em 2D e/ou 3D .
Para os arquitetos
e restauradores, a Ortofoto constitui-se num dos mais úteis produtos
fotogramétricos. Sendo uma fotografia de precisão e retificada, portanto
em escala constante ao longo de toda a imagem, substitui os desenhos
das fachadas e, além de serem nela tomadas, diretamente, todas as medidas
lineares, possibilita uma visão completa das informações de textura,
cor e detalhes.
Quando necessitamos
de cortes transversais, de volumes
e/ou de detalhes em 3D, produzimos as Restituições, que são executadas
pelo fotogrametrista, num computador, através de uma “maquete ótica
tridimensional” que é obtida utilizando as fotos “controladas” do objeto.
Assim, com a determinação das coordenadas tridimensionais pode-se efetuar
medições nas três dimensões, possibilitando, quando necessário, os cálculos
dos volumes e desenhos de curvas de níveis.
Para os arqueólogos,
o produto fotogramétrico final mais útil é a Restituição, pois os detalhes
quase sempre necessitam informações 3D.
Já para os arquitetos
e restauradores, são de pouca importância os detalhes em 3D de paredes
internas planas, assim como de fachadas simples, onde as fotografias
“controladas”, devidamente retificadas e em escala, permitirem a tomada
de todas as medidas lineares 2D, diretamente, estando ali representadas
todas as informações de textura, cor e detalhes, havendo, ainda, a possibilidade
de execução de “Mosaicos Controlados”. Esta é a forma mais indicada
para documentação, por exemplo, de “Corredores Culturais”. Quando um determinado prédio ou um detalhe necessita medições em
3D, a tomada das fotos “controladas” deverá atender às exigências de
quantidade e de “controles”, que possibilitem a restituição.
Uma das características
mais importantes do emprego da Fotogrametria é o fato de que os objetos
são “medidos” sem serem tocados, ou com um contato mínimo.
Outras vantagens
são quando uma edificação não pode ser “levantada” à mão, ou quando
não há tempo suficiente para o registro de uma estrutura com uma fita
métrica e uma planilha de anotações, ou ainda, quando a quantidade de
detalhes torna praticamente inviável o seu levantamento manual.
O processo fotogramétrico,
documentando, com precisão, o caráter autêntico de um edifício, no estado
em que ele se encontra, o produto resultante serve de base para qualquer
tipo de ação a ser desenvolvida para a sua Proteção.
A capacidade da
Fotogrametria de registrar informações dimensionais e espaciais, além
das cores, texturas e ambientação é da maior importância na arqueologia,
onde os locais são freqüentemente desfeitos ou destruídos, permitindo,
ainda, um estudo futuro do posicionamento das peças encontradas, com
o auxílio de novos conceitos e informações.
Com a evolução dos
equipamentos e dos programas de computador, e com a simplificação das
técnicas “métricas”, a Fotogrametria Digital a Curta Distância já tem
hoje, a oferecer, um método rápido para a Documentação, eficiente, precisa,
e viável em termos de custo, para os Monumentos e os Sítios Históricos
e Arqueológicos.
8.
CADASTRO FOTOGRAMÉTRICO
As condições que
viabilizam a aplicação, em larga escala, da Fotogrametria a Curta Distância,
Arquitetônica e Arqueológica, na Documentação Precisa de Monumentos
e Sítios Arquitetônicos e Arqueológicos, gerando um CADASTRO FOTOGRAMÉTRICO,
foram:
-
DISPONIBILIDADE
DE METODOLOGIA para os levantamentos, utilizando equipamentos não métricos
e digitais de processamento e guarda.
-
HARDWARE
E SOFTWARE: equipamentos não muito caros e disponíveis no mercado.
-
PREÇO:
Ter o custo de execução do levantamento, viável e compatível (inferior
ou próximo ao do método convencional "artesanal", até hoje
empregado no levantamento e cadastro
– manual e agressivo.
-
PRAZO:
Terem os serviços de campo e os de escritório curta duração de execução.
-
QUALIDADE:
Terem os produtos finais a qualidade e a precisão necessárias e suficientes,
conforme os fins a que se destinam.
-
TREINAMENTO
DE MÃO-DE-OBRA: Participação conjunta, além dos fotogrametristas especializados
em Curta Distância, de arquitetos, arqueólogos, restauradores, fotógrafos,
historiadores, desenhistas, programadores etc., em número suficiente,
(Recomendação ICOMOS/CIPA), treinados pelos fotogrametristas, em especial,
na tomadas das fotos e apoio de campo.
-
ORGANIZAÇÃO
DA INFORMAÇÃO: Os produtos serem devidamente arquivados, com os necessários
cuidados de organização, preservação e segurança.
-
DISPONIBILIDADE
PARA CONSULTA: Segundo a própria Carta de Veneza: "Essa documentação
será depositada nos arquivos de um órgão público e posta à disposição
dos pesquisadores; recomenda-se sua publicação."
9.
RAZÕES PARA DOCUMENTAÇÃO FOTOGRAMÉTRICA
O Levantamento
e Registro Preciso de Patrimônio Cultural, é essencial para:
-
acumular
conhecimento e propiciar compreensão da herança cultural e sua progressão;
-
ajudar
a manutenção e a preservação do patrimônio de modo fiel a seu aspecto
físico, material, construtivo e significado histórico e cultural;
-
possibilitar
controle, embasado, de modificações e de trabalhos no patrimônio cultural.
10. OCASIÕES DE DOCUMENTAÇÃO
-
Estes
Levantamentos e Registros, bem organizados, do Patrimônio Cultural,
utilizando padrões internacionalmente aceitos de metodologia, devem
ocorrer:
-
Ao
compilar inventário de patrimônio regional ou local;
-
ao
efetuar pesquisa acadêmica;
-
ao
planejar quaisquer trabalhos de restauro, de modificação ou de outra
intervenção, assim como ao concluir tais trabalhos;
-
ao
planejar demolição, destruição ou abandono total ou parcial;
-
ao
surgirem evidências de sua história, durante os trabalhos de reparo,
de alteração ou de demolição;
-
ao
surgir ameaça de dano ao patrimônio, por fenômenos naturais ou atividades
humanas;
-
Ao
ocorrer dano, por acidentes ou imprevistos.
11. OBJETIVOS DA DOCUMENTAÇÃO
A Documentação Precisa
do patrimônio cultural deve almejar:
-
Fornecer
imagens completas e detalhadas para compreensão, interpretação e apresentação
do patrimônio;
-
fornecer
registro detalhado, permanente, de monumentos com importância histórica,
arquitetônica e arqueológica, em vias de destruição ou alteração de
qualquer forma;
-
fornecer
informação suficiente aos administradores e planejadores do Governo
local e nacional, possibilitando políticas de controle e de desenvolvimento;
-
fornecer
informações de base, para programas de manutenção, gerenciamento, trabalhos
e serviços;
-
assessorar
na identificação de usos adequados e sustentáveis.
12. CONTEÚDO E DISPONIBILIDADE DOS REGISTROS
Antes de elaborar
novos registros, deve-se examinar dados já existentes, quanto à sua
adequação. Tais dados podem ser encontrados em súmulas, desenhos, fotos,
publicados ou não, relatos e descrições, documentos relativos às origens
e à história da construção, grupo de edificações ou sítio. Tais relatos
podem ser recentes ou históricos.
Registros podem
ser encontrados em arquivos nacionais ou locais, profissionais, institucionais
ou particulares, em coleções, bibliotecas ou museus, e nas mãos de indivíduos ou
corporações que possuíram, ocuparam, registraram, construíram ou pesquisaram edificações e
sítios.
Novos registros
devem mencionar fontes de toda informação não obtida diretamente de
edificações e de sítios.
O método de
registro e o tipo de documentação devem ser apropriados à natureza do
monumento, ao propósito do registro e aos recursos disponíveis. Métodos
atuais de registro incluem descrições e análises, fotos (aéreas ou terrestres),
fotos retificadas, fotogrametria, pesquisa geofísica, mapas, plantas
mensuradas, desenhos de detalhes e esboços.
A localização
e extensão do monumento, edificação ou grupo de edificações, ou sítio,
deve ser precisa. A localização acurada por descrição, mapas, plantas
ou fotos aéreas deve ser fornecida em todos os casos. Uma referência
de mapa ou triangulação a pontos conhecidos pode ser o único método
disponível. Em áreas urbanas, uma rua pode constituir referência suficiente.
Considerando
os objetivos do registro, diversos níveis de detalhes deverão ser exigidos.
Duas cópias
duráveis dos registros devem ser mantidas em arquivos seguros, cuja
situação assegure permanência e não deterioração das informações.
Uma cópia abrangente
dos registros deve estar sempre disponível para direção e conservação
regional do monumento, edificações e sítios.
Tais registros
devem estar accessíveis para pesquisa, controle de desenvolvimento e
outros propósitos legais ou administrativos.
Quando indicado,
um relato dos principais resultados, com a localização do arquivo, deve
ser publicado.
13. REGISTROS – INVENTÁRIO NACIONAL
As informações básicas,
sobre a Documentação Fotogramétrica existente, deverão ser registradas
em um campo do Inventário Nacional, do IPHAN, complementando as informações
cadastrais, arquitetônicas e
arqueológicas disponíveis, sobre o Bem documentado.
14. O CADASTRO FOTOGRAMÉTRICO
A Coleção de Fotografias
Controladas – contendo Pontos de Apoio –, já constitui um CADASTRO FOTOGRAMÉTRICO,
possibilitando o processamento posterior, no momento em que se tornar
necessário, para obtenção de um produto final, escolhido este conforme
a finalidade à que se destina.
O Cadastro Fotogramétrico
Brasileiro, em original, deverá ser guardado no Arquivo Central do IPHAN,
com uma Cópia no Arquivo Nacional e uma Cópia Digital na Superintendência
Regional, onde se localiza o Bem documentado.
15. AEROFOTOGRAMETRIA
15.1 - MAPEAMENTO
AEROFOTOGRAMÉTRICO:
A documentação
que compõe o Cadastro Fotogramétrico de um monumento ou sítio deve ser
instruída por imagens ou mapeamentos, que o contextualizem em relação
ao espaço geográfico que o circunvizinha.
Assim,
em função das características do monumento e do local onde está situado,
podemos adotar mapas cadastrais com escalas grandes ou médias, ou ainda,
imagens de fotografias aéreas já existentes. Como regra geral deve ser
considerada a identificação dos documentos cartográficos existentes
e disponíveis à obtenção, de forma a evitar que haja dispêndio significativo
de recursos, na representação do sítio histórico.
No caso
particular do Castelo de Garcia D’Avila, objeto do trabalho, as imagens
de fotografias aéreas já existentes, bem como o mapeamento aerofotogramétrico
também já disponível, foram de imensa utilidade na identificação das
cercanias do Castelo e na delimitação e detalhamento do sítio histórico
e arqueológico deste monumento.
Como recomendada,
foi executada uma pesquisa junto às principais empresas produtoras de
imagens aerofotogramétricas do Brasil. Na Aerofoto Cruzeiro, situada
no Rio de Janeiro, foi identificada a existência de um recobrimento
aerofotogramétrico na escala aproximada de 1:20.000, a partir da qual
foram elaboradas ampliações fotográficas em escala aproximada de 1:5.000,
e de um mapeamento cadastral na escala de 1:5.000, que foram utilizados
nos trabalhos de planejamento das operações de campo e à representação
das cercanias do sítio histórico.
15.2 -
IMAGENS SATELITAIS:
Como
perspectiva futura à contextualização geográfica dos monumentos objeto
de documentação fotogramétrica, podemos considerar a adoção de imagens
satelitais de resolução espacial de 1 (um) metro, como as que hoje já
são rastreadas pelo satélite Ikonos. Neste momento, entretanto, em função
do pioneirismo destas imagens orbitais e da não consolidação da prática
comercial de sua distribuição, as cenas rastreadas ainda apresentam
custos de obtenção incompatíveis com o empreendimento da documentação
de monumentos mais simples e em larga escala.
16. LEVANTAMENTO FOTOGRAMÉTRICO
Trabalho
de campo realizado de 8 a 12.jan.2001
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Fig. 3 – Tomada das fotos da fachada I |
Fig. 4 – Medição eletrônica de distâncias |
Foram
tomadas todas as fotografias das fachadas externas com uma câmara Mamyia,
sendo os negativos p&b (TMax 120) digitalizados em um scanner Microtek
ScanMaker 5, com resolução ótica de 2000 dpi (dimensão do pixel = 12,5 µ m).
As imagens foram armazenadas no formato TIFF, transferidas para a estação
de trabalho fotogramétrica e gravadas em CD.
17.
OBTENÇÃO DE ORTOFOTOS NO PHOTOMODELER
17.1
-
QUALIDADE DAS FOTOGRAFIAS
A
qualidade das imagens digitalizadas foi considerada compatível com o
nível de detalhamento requerido para o projeto, permitindo a identificação
de tijolos e pequenos objetos.
17.2
- CONCEITO DE ORTOFOTO
Ortofoto é um
produto fotográfico, obtido a partir de uma das fotografias orientadas
e se constitui em uma projeção ortogonal do objeto.
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Fig. 5 – Trabalho de escritório, no IME/DE6, utilizando o PhotoModeler |
Fig. 6 – Ortofoto Digital em execução, no IME/DE6 |
17.3
- METODOLOGIA DE FUNCIONAMENTO DO SOFTWARE
O software PhotoModeler
opera a partir das fotos digitais tomadas de diferentes ângulos. A quantidade
de fotos depende da extensão do objeto e do número de faces que se deseje
retificar.
A montagem de
um modelo, em três dimensões, de um determinado objeto é obtida da seguinte
maneira:.
-
Inicialmente
executa-se o software e cria-se um “projeto”;
-
indicam-se
as fotos a serem incluídas no projeto;
-
procura-se
distinguir os planos existentes na foto (com diferentes coordenadas
Z, relativas às profundidades dos mesmos em relação à estação onde foi
posicionada a câmara). As diferentes posições de tomada da foto permitem
tirar dúvidas quanto à coplanaridade de um determinado conjunto de pontos.
-
Realiza-se,
então, a materialização destes planos, delimitando áreas planas no objeto,
seja por pontos (point mode) ou por linhas (line mode). A mesma área
deve ser representada em todas as fotos que a contem, sendo necessário
correlacionar os pontos homólogos nessas fotos (reference mode). Essa
correlação orienta as fotografias, formando um modelo tridimensional
do objeto, com coordenadas arbitrárias do próprio software.
A partir de
medidas efetuadas em pontos nítidos no objeto pode-se orientar e colocar
na escala real o modelo tridimensional.
A ortofoto é
gerada, segundo um determinado plano (plano principal correspondente
à uma fachada), definindo-se triângulos com a mesma coordenada Z , os
quais irão também delimitar a área correspondente à imagem da ortofoto
desejada. A foto utilizada para esta finalidade é a foto ortogonal à
fachada.
17.4
- RESULTADOS OBTIDOS
Foram produzidas
2 Ortofotos coloridas, correspondentes às fachadas I e II (partes),
que são apresentadas, junto a este Cadastro Fotogramétrico, como exemplos
de produtos.
17.5
- CONTROLE DOS RESULTADOS
A qualidade
do trabalho pode ser verificada medindo-se distâncias entre pontos a
partir da tabela de coordenadas, calculada pelo software, e comparando
estas medidas com a distância real obtida com trena, diretamente no
objeto. A recomendação aceita internacionalmente, para documentação
de monumentos, é que a discrepância encontrada não ultrapasse 2 (dois)
cm.
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Fig. 7 – Ortofoto Digital executada no IME/DE6 |
Fig. 8 – Ortofoto Digital executada no IME/DE6 |
18. GERAÇÃO DE ORTOFOTOS PARA DOCUMENTAÇÃO PRECISA DE MONUMENTOS
E SÍTIOS ARQUITETÔNICOS E ARQUEOLÓGICOS, no sistema digital SocetSet, LHSystems - FCT-Unesp
18.1- DIGITALIZAÇÃO DAS FOTOGRAFIAS
Os
negativos coloridos, tomados com uma câmara Mamyia e digitalizadas foram
transferidas para a estação de trabalho fotogramétrica e gravadas em
CD.
18.2- ORIENTAÇÃO
Para
o processamento das imagens digitalizadas foi usado o Sistema Fotogramétrico
Digital da LHSystems, o SocetSet v4.2.1, de propriedade da Unesp.