SONHO
 

 


O SONHO DE NOSSAS RAÍZES

THE DREAM OF OUR ROOTS

LE RÊVE DE NOS RACINES

EL SUEÑO DE NUESTRAS RAÍCES

IL SOGNO DELLE NOSTRE RADICI

DER TRAUM UNSERER WUR
ZELN





O Sonho de Nossa RaízesPoema Líriro - "Paraguaguassú"
Primeiro casal cristão desta terraJornal do Comércio e Ass. Comercial
CARAMURÚ - Poema Épico Casamento na Capela da Torre
Primeiro Representante ComercialGENEALOGIA E HERÁLDICA:
Origens unem Brasil, Portugal e FrançaFamílias integrantes e vinculadas



O SONHO DE NOSSAS RAÍZES Topo

Está sendo organizado um Programa, que oferecerá oportunidade especial aos descendentes de Diogo Alvares Caramuru - o "Adão de massapê", como o intitulou Gregório de Mattos - de participarem de uma grande Family Tree (Árvore Genealógica) que congregará, virtualmente, os seus descendentes, além das famílias vinculadas.

Será a oportunidade para redescobrirmos nossa História, nossa Cultura, nossas Raízes e muito mais, integrando elementos internacionais com outros nativos, desta Terra de Santa Cruz, onde nossas Raízes foram plantadas e floresceram.


 


 

Placa de mármore na fachada, próximo à entrada principal da Igreja de Nossa Senhora da Graça


"O 1o CONGRESSO DE HISTÓRIA DA BAHIA
TRIBUTA A GRATIDÃO NACIONAL
A DIOGO E CATARINA ALVARES CARAMURÚ
PRIMEIRO CASAL CRISTÃO DESTA TERRA
ONDE O MILAGRE DO SEU AMOR FLORESCEU
NA CIVILIZAÇÃO - QUE ASSIM COMEÇOU -
E NA CIDADE QUE O IMORTALIZA
1549 - MARÇO - 1949"

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Caramurú
de Frei José de Santa Rita Durão Topo

Caramurú - Poema Épico do Descobrimento da Bahia
de Santa Rita Durão, da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, 1781.

Cultura, São Paulo, 1945.

 
Reflexões prévias e argumentos

Os sucessos do Brasil não mereciam menos um Poema que os da Índia. Incitou-me a escrever este o amor da Pátria. Sei que a minha profissão exigiria de mim outros estudos; mas estes não são indignos de um religioso, porque o não foram de bispos, e bispos santos; e, o que mais é, de Santos Padres, como S. Gregório Nazianzeno, S. Paulino, e outros; maiormente, sendo este poema ordenado a pôr diante dos olhos aos libertinos o que a natureza inspirou a homens que viviam tão remotos das que eles chamam preocupações de espírito débeis. Oportunamente o insinuamos em algumas notas; usamos sem escrúpulo de nomes tão bárbaros; os Alemães, Ingleses, e semelhantes, não parecem menos duros aos nossos ouvidos, e os nossos aos seus. Não faço mais apologias da obra,  porque espero as repreensões, para, se for possível, emendar os defeitos, que me envergonho menos de cometer que de desculpar.

A ação do poema é o descobrimento da Bahia, feito quase no meio do século XVI por Diogo ÁIvares, nobre Vianês, compreendendo em vários episódios a história do Brasil, os ritos, tradições, milícias dos seus indígenas, como também a natural, e política das colônias.

Diogo Álvares passava ao novo descobrimento da capitania de São Vicente, quando naufragou nos baixos de Boipebá, vizinhos à Bahia. Salvaram-se com ele seis dos seus companheiros, e foram devorados pelos gentios antropófagos, e ele esperado, por vir enfermo, para melhor nutrido servir-lhes de mais gostoso pasto. Encalhada a nau, deixaram-no tirar dela pólvora, bala, armas, e outras espécies, de que ignoravam o uso. Com uma espingarda matou ele caçando certa ave, de que espantados, os bárbaros o aclamaram Filho do trovão, e Caramuru, isto é, Dragão do mar. Combatendo com os gentios do sertão, venceu-os, e fez-se dar obediência daquelas nações bárbaras. Ofereceram-lhe os principais do Brasil as suas filhas por mulheres; mas de todas escolheu Paraguassu, que depois conduziu consigo à França, ocasião em que outras cinco Brasilianas, seguiram a nau francesa a nado, por acompanhá-lo, até que uma se afogou, e, intimidadas, as outras se retiraram.

Salvou um navio de Espanhóis, que naufragaram, com o que mereceu que Iho agradecesse o Imperador Carlos V com uma honrosa carta. Passou à França em nau que ali abordou daquele reino, e foi ouvido com admiração de Henrique II, que o convidava para em seu nome fazer aquela conquista. Repugnou ele, dando aviso ao Senhor D. João III por meio de Pero Fernandes Sardinha, primeiro bispo da Bahia. Cometeu o Monarca a empresa a Francisco Pereira Coutinho, fazendo-o donatário daquela Capitania. Mas êste, não podendo amansar os Tupinambás, que habitavam o Recôncavo, retirou-se à Capitania dos ilhéus; e, pacificando depois com os Tupinanbás, tornava à Bahia, quando ali infaustamente pereceu em um naufrágio. Entanto Diogo Álvares assistiu em Paris ao batismo de Paraguassu sua esposa, nomeada nele Catarina, por Catarina de Médicis, Rainha Cristianíssima, que Ihe foi madrinha, e tornou com ela para a Bahia, onde foi reconhecida dos Tupinanbás como herdeira do seu Principal, e Diogo recebido com o antigo respeito. Teve Catarina Álvares uma visão famosa, em que a Virgem Santíssima, manifestando-se lhe cheia de glória, Ihe disse que fizesse restituir uma imagem sua roubada por um Selvagem. Achou-se esta nas mãos de um Bárbaro; e Catarina Álvares com exclamações de júbilo se lançou a abraçá-la, clamando ser aquela a imagem mesma que lhe aparecera: foi colocada com o título de Virgem Santíssima da Graça em uma igreja, que é hoje Mosteiro de S. Bento, celebre por esta tradição. Chegou entanto de Portugal Tomé de Sousa com algumas naus, famílias e tropas para povoar a Bahia. Sebastião da Rocha Pita, Autor da Historia Brasílica, e natural da mesma cidade, assevera que Catarina Alvares renunciara no Senhor D. João III os direitos que tinha sobre os Tupinambás, como herdeira dos seus maiores Principais; ele mesmo atesta que aquele Monarca mandara aos seus Governadores que honrassem e atendessem Diogo Álvares Correia, Caramuru pelos referidos serviços; e foi com efeito ele o tronco da nobilíssima Casa da Torre na Bahia; e Catarina Álvares sua mulher foi honrada por aquela metrópole com um seu retrato sobre a porta da casa da pólvora, ao lado das armas reais.

Leia-se Vasconcelos na História do Brasil, Francisco de Brito Freire, e Sebastião da Rocha Pita.

 

CARAMURÚ - Poema Épico do descobrimento da Bahia, 1781
de Santa Rita Durão, da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho.
Cultura, São Paulo, 1945.

TEXTO COMPLETO:

| Canto I    | Canto II   | Canto III   | Canto IV | Canto V |
| Canto VI | Canto VII | Canto VIII | Canto IX | Canto X |

 


 


FRANÇA - BRASIL Topo

Primeiro representante comercial

Diogo Alvares Caramuru

Natural da Península Ibérica, naufragou por volta de 1509, nas costas da Bahia. Conseguindo sobreviver, iniciou ali a primeira fixação comprovada do colonizador europeu, onde hoje é o alto da Graça, na Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos. Sua povoação, denominou-a Vila Velha, onde se estabeleceram, além de Caramuru e sua família, outros de além-mar, alguns dos quais se casaram com filhos do próprio Caramuru.

Fidalgo da Casa Real de D. João III, em virtude de vários serviços prestados em benefício da Colônia, viveu durante suas quatro primeiras décadas na Terra Brasilis, numa época em que Portugal, comerciando com a Índia, manteve, durante os primeiros tempos, pouco interesse no Novo Mundo.
Enquanto o português passava ao largo, o francês, que navegava nestas águas, mantinha um comércio regular que os próprios reis prestigiavam.
É fácil de compreender, porque Diogo Álvares se tornou, se não um agente ou intermediário do comércio com a França, pelo menos um colaborador útil.


Katherine du Brézil
Catarina
Alvares Caramuru

Índia deste Brasil - Paraguaçu -, filha do principal -Taparica, recebeu seu batismo em Saint-Malo na França, no penúltimo dia do mês de julho de 1528, tomando o nome cristão de Katherine du Brézil (Catarina do Brasil) e se tornou esposa de Caramuru.


Saint-Malo, França - Batismo em 1528

(30 juillet 1528)
"Le pénultième jour du moys surdit fut baptisée Katherine du Brézil, et fut compère noble homme Guyon Jamyn, recteur de Saint-Jagu, et commère Catherine de Granches et Françoise Le Gobien, fille de l'aloué de Saint-Malo, et fut baptisée par maitre Lancelot Ruffier, vicaire curé dudit lieu, le dit jour que dessus. - P. Trublet". (Doc. Nº 1 - Bapteme de Katherine du Brézil (30 Juillet 1528)

Cetidão de Batismo


 


As Origens do Brasil unem Portugal e França Topo

Jacques Cartier, chargé de mission par le roi François Ier en 1534, sera de cette race-là quand il explorera le Saint-Laurent. Dès avant lui, à partir de 1514 voire avant, de simples marins français, voire des pêcheurs, saisissent toutes les occasions d'intercepter les expéditions espagnoles ou portugaises, et les remplacent sur les côtes de Terre-Neuve où ils vont chasser la baleine et pêcher la morue. Jacques Cartier lui-même a dû faire partie de ces voyages ou d'autres vers les Amériques en tant que simple marin ou moussaillon puisqu'il connaît le Brésil (il était d'ailleurs interprète en langue portugaise), ainsi qu'il le laissera entendre dans son rapport au retour de sa première expédition au Canada. La France participera sous de multiples formes à cette conquête du nouveau monde, et installera également quelques colonies outre-mer. Nous aurons bientôt l'occasion de les retrouver...

Jacques Cartier,

 Jacques Cartier est né en automne de l’année 1491 dans la petite rue Buhen à Saint- Malo. Sa mère s’appelait Josselyne et son père Jamet. À l’âge de 17 ans il embarqua sur un navire, qui était sous commandement Portugais. Son premier voyage où il fût lui même capitaine général s’effectua le 20 avril 1534.

Le geste symbolique de planter une croix fut d'abord utilisé par les explorateurs portugais, puis finalement par tous les découvreurs comme signe de prise de possession d'un territoire. Par ce même geste, Cartier marque la naissance du Canada. Sous le signe de la croix naît le nouveau pays et c'est pourquoi au cours de l'histoire, tant d'attention a été apportée à commémorer cet événement historique.



Poema Lírico - "PARAGUASSÚ" Topo

( 150 Anos depois - Paris, 1855 )

Júlio Constancio Villeneuve - Conde de Villeneuve, nascido em Santa Teresa, Rio de Janeiro, (1834-1910), vinculou-se à Casa da Torre de Garcia D'Avila, por casamento com Anna Cavalcanti de Albuquerque (MAI.1857). Era filho do francês Junius de Villeneuve (1804-1863), e foram proprietários do Jornal do Comércio do Rio de Janeiro, por mais de 40 anos.

Junius Villeneuve - Em homenagem à Catarina Alvares Caramuru - considerada a Mãe das Mães Brasileiras -, Junius de Villeneuve escreveu o poema lírico - "PARAGUASSÚ" - em 3 partes, música dele e de O'Kelly, sendo o assunto tirado do poema épico "Caramurú", do Frei José de Santa Rita Durão. Escrito o poema lírico em homenagem a D. Pedro II, veio a ser representado no Teatro Lírico de Paris, no dia 2 de agosto de 1855 e em Mônaco no ano de 1888, com aplausos gerais.

A edição do Jornal do Comércio do Rio de Janeiro comemorativa do centenário de sua fundação publica extensa matéria, transcrevendo, inclusive, uma tradução para o português, da edição do libreto da "Paraguassú", do nono concerto clássico do Círculo dos Estrangeiros, de Mônaco. Destacamos, da reportagem:

"... Mais de trezentas pessoas deixaram de entrar na vasta sala de concertos do Clube dos Estrangeiros de Mônaco, por falta de lugar. Jornais de Mônaco elogiaram o "Canto da tarde" e a Lenda do beija-flor" deliciosamente interpretada pela cantora Castagné, o romance e o dueto, que valeram ao cantor Degeune, um bem merecido triunfo.

O hino final produziu uma grande impressão no auditório, na passagem seguinte:

Gloire a toi, Pedro II, rejeton de Bragance
Digne fils du Héros
Qui nous donna l'Índependance,
Tu verras ton Empire immense
Prospérer e grandir sur la terre et les flots
.

Esta estrofe, que parece um cumprimento, lardeado na partitura, feita ao nosso estimado monaca, existe no poema original, no ponto em que Paraguassú, sonhando, vê aparecer o Grande-Sumé, que lhe revela os futuros destinos do Império do Brasil.

É uma feliz idéia, que prepara um majestoso final ao poema lírico, e é ao mesmo tempo uma homenagem bem cabida ao Imperador do Brasil a quem o poema foi dedicado. Já pelo valor do trecho musical, já pela magnífica interpretação da cantora Castagné e do artista Degrave, já pelo brio e vigor que o maestro Arthur Steck soube imprimir aos coros e à orquestra, já, enfim, pela presença do Imperador do Brasil naquele concerto, o final de Paraguassú causou um verdadeiro delírio... ." Topo



 

 



Os Villeneuve, no Jornal do Comércio e na Associação Comercial Topo


Assis Chateaubriand afirma:
"- Foi sob os Villeneuve, o primeiro, Junius, e o segundo Jules, que o Jornal do Commercio atingiu o grande, o colossal prestígio que contrastava com o de qualquer outro poder no Império. Tato, finura, circunspecção, independência moral e material, sendo do momento histórico, os Villeneuve possuíam todas as qualidades para dar ao Jornal do Commercio o papel extraordinário que ele teve na formação política e constitucional da nacionalidade."

Em 1834 Junius Villeneuve integrou o grupo de homens de negócio que estabeleceria a Associação dos Assinantes da Praça do Comércio, mais tarde a Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Em 1840 Junius Villeneuve naturalizou-se brasileiro e em 1844 retirou-se para a França, deixando o Jornal do Commercio aos cuidados de Francisco Antônio Picot (1811/1902).

Picot, nascido na Áustria de família francesa, veio para o Brasil e aqui se naturalizou, tornando-se sócio de Villeneuve e mais tarde seu genro.



 

 


Casamento na Capela da Torre Topo

Constance Carolina Pires de
Carvalho e Albuquerque

Constance Carolina Pires de Carvalho e Albuquerque, est née á Bahia (Brésil) en 1810 (fille de planteurs / famille portugaise). Elle épouse à 12 ans Antoine Sait Valéry Seheult le 9 Jun 1823 dans la chapelle de la Torre d'Avila, paroisse de L'Assu, province de Bahia, Empire du Brésil.

Do Arquivo da Santa Casa de Misericórdia - Salvador, Bahia: (Livro de Registro de Casamentos - Assú da Torre 1814 a 1840, pg 63), retiramos: "Aos Nove de Junho de 1823 na Capela de Nossa Senhora da Torre foram recebidos solenemente pelo Vigário Franco Pires da Franca Corte Rial por licença do Vigário Padre José Coelho Barbosa, Antonio de S. Valério Seheult, francês e D. Constança Carolina Pires moradora na freguesia de Assú, foram testemunhas o Exmo Sr Barão da Torre de Garcia D'Avila e ... Alfs Pedro Luis Rosa, assentamento que assinei. O vigário José Guedes de Moraes Lima."

Antoine Saint Valéry Seheult nascido em 1788 em Nantes - França, foi da Guarda Imperial, antes de vir para o Brasil e retornou à França, com sua esposa Constancia, em 1834. Constance Carolina Pires de Carvalho e Albuquerque, est née á Bahia (Brésil) en 1810 (fille de planteurs / famille portugaise). Elle épouse à 12 ans Antoine Sait Valéry Seheult le 9 Jun 1823 dans la chapelle de la Torre d'Avila, paroisse de L'Assu, province de Bahia, Empire du Brésil.

FOTO: Pai de Antoine - Trisavô de Jaques Croué, que é morador de La Garene Colombes - France. (Fotos do acervo particular de Jaques Croué)

(Pesquisa realizada em 1995 por Christovão de Avila, nos arquivos da Santa Casa de Misericórdia em Salvador-Bahia, atendendo solicitação feita por Jaques Croué, ao Colégio Brasileiro de Genealogia - Rio de Janeiro).


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