| Barão de Vila Viçosa e Santo Amaro da Purificação |
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Antonio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque. Barão de Vila Viçosa, em 26-IV-1879.
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Descendente da Casa da Torre, o Barão de Viçosa era sobrinho do último Morgado - Visconde da Torre de Garcia D'Avila. Possuidor de grande fortuna, dedicou-se à política e às letras, afeiçoando-se primeiro ao jornalismo político combatente, no tempo em que os partidos liberal e conservador militavam no Brasil. Escrevia com pureza de estilo e elegância. Sua instrução foi das mais sólidas e suas orações quer escritas, quer faladas, dominavam o público e as assembléias. De todos os escritores e oradores do seu tempo, não falando em Arlindo Fragoso, fora o que mais sólida cultura clássica possuíra. Sua biblioteca, das mais ricas, e infelizmente dizimada, causava admiração aos que a visitavam, não só pelos milhares de livros como pela seleção das obras. Em seus discursos e escritos havia a força e a veemência da expressão. Poucos como ele se mantinham na beleza da forma, na clareza das idéias e pensamentos, no cerrado da argumentação, na solidez dos raciocínios. Conhecia com profundeza, lendo nos originais, as literaturas grega e romana. Não só orador e escritor, senão que fora um advogado notável. Em Santo Amaro, onde nasceu e viveu, fez brilhar a tribuna do júri em vários episódios notáveis. Santo Amaro, daqueles tempos, causava admiração, como centro de grande cultura, pontificando, ali, como expoentes da cultura - Viçosa, Rodrigo Brandão, Arlindo Fragoso, Antonio Carvalhal, Gustavo Dutra, Octaviano Moniz Barreto, Odilon Santos e outros. Viçosa traduziu, do latim em prosa, para o português em verso "Da Imitação de Cristo", escreveu o Poema - "Mãe de Deus", que foram publicados, além de trabalhos que deixou, inéditos, como Gramática Portuguesa (Cartas Filosóficas) e outros, que se conservaram em poder de membros da família." (Braz do Amaral) |
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Da Imitação de CristoTraduzida, do latim em prosa, para o português em verso, pelo Barão de Vila Viçosa. 1901. Tipographia Oriente, Santo Amaro - Bahia. |
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NOTA: Possuímos, no acervo do Memorial da Casa da Torre, um exemplar original da preciosa obra "Da Imitação de Christo" - 1901. Tipographia Oriente, Santo Amaro - Bahia e um exemplar do primoroso romance - " NINI" -, cuja primeira edição, de 1 de junho de 1895, foi prefaciada por Demétrio d'Araújo e a terceira edição, Imprensa Oficial, 1982, prefaciada pela neta do Barão de Vila Viçosa - Maria Violante Pires Ribeiro. |
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Descendência
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O Barão de Vila Viçosa teve os seguintes filhos, com D. Francelina Maria da Conceição:(F1) José Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, engenheiro
agrônomo. |
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O Centenário de Glorinha, 1884-1984Maria da Glória Pires de Aragão Ribeiro - Glorinha -, filha do Barão de Vila Viçosa e de Francelina Maria da Conceição, nasceu em 1884, numa das propriedades do seu pai - o Engenho Passagem -, transformado posteriormente em Usina Nossa Senhora da Luz da Passagem. Foi batizada na Capela de Nossa Senhora do mesmo local. Após a morte da mãe do Barão - D. Maria Violante de Mattos -, viúva de Inácio Pires de Carvalho e Albuquerque, que criou os netos com o maior carinho e zelo, modou-se o Barão, com a família e todos os seus empregados, para o Engenho Brotas, ai fixando residência. Os filhos do Barão, José Joaquim, Antonio e Francisco Antonio Pires de Carvalho e Albuquerque, engenheiros agrônomos diplomados pela Escola Imperial Agrícola, muito trabalharam pela realização da construção da Fábrica de açucar. O Dr. Francisco Antonio Pires de Carvalho e Albuquerque foi nomeado Fiscal do Segundo Distrito de Engenhos Centrais (IA) 4.SPE/AN, publicado no Diário Oficial da Bahia de seis de fevereiro de 1895, pp 2 e 3. Maria da Glória aos quinze anos de idade foi residir com seu pai e irmãos em Santo Amaro, na Praça da Purificação, mudando-se após 5 anos, para uma chácara, comprada pelo Barão, denominada Rocinha do Barão, à Rua do Alecrim, no bairro do Sacramento, de onde saiu para se casar, no dia 30 de novembro de 1907, com o negociante Seraphim da Costa Ribeiro, santamarense, descendente do português Antônio da Costa Ribeiro, grande responsável pelo comércio de vinho importado de Portugal, para todo o Recôncavo Bahiano. Maria da Glória construiu seu lar à Praça da Purufucação, onde abrigou, com todo o conforto a prole composta dos onze filhos - seis rapazes e cinco moças. Noticiado na imprensa: |
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A EscravidãoFoi sempre, o Barão de Vila Viçosa, um homem brando, que reconhecia no escravo um ser humano degradado pela sonegação da liberdade e consequente subserviência e, ainda, pela nostalgia do torrão natal em relação aos africanos. Assim, não exigia, o Barão, dos escravos, trabalhos extenuantes, limitando os meios coercitivos ao castigo estritamente necessário à manutenção da ordem e do respeito nos engenhos de sua propriedade. Nos engenhos bem organizados do Barão de Vila Viçosa, tinham os escravos boa alimentação, senzalas aceitáveis, roupa distribuída semestralmente, baêta para o inverno, médico contratado, domingos e dias santos para folguedos (chegança e samba), liberdade para contrair, ou não, casamento e serviço religioso (missas) pelo natal, semana santa e na ocasião da botada do engenho fechado, durante o inverno. Eram os escravos bem alimentados, com liberdade de fazer sua cosinha própria, dentro das raias da ração semanal. Prova exuberante desse acerto foi a atitude dos seus cativos sexagenários, libertados pela Lei de 28 de setembro de 1885, os quais lhe foram rogar permitisse continuarem "escravos de meu Sinhô", repudiando a liberdade, sob garantia da alimentação e da indumentária, que estavam habituados a trocar pelo pouco trabalho exigido. A MoagemA botada do engenho, quando em outubro se iniciava a moagem das canas, era um dia festivo, em que, após a missa tradicional, entoavam, senhores e escravos, o hino do trabalho, todo engalanado o engenho, de flores, folhas policrômicas e papéis de fantasia. Era o Barão de Vila Viçosa, abolicionista, partidário da extinção da escravidão no Brasil, mediante justa indenização, argumentando que eram os escravos matriculados para pagamento dos impostos respectivos, o que estava a exigir o respeito de seu direito, arbitrariamente negado pelo Governo Imperial e esse desreipeito concorreu fortemente para a queda da monarquia.
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| FONTE: |
Pesquisas de Maria Violante Pires Ribeiro, entregues a Christovão de Avila, em 1998, numa de suas visitas aos netos do Barão de Vila Viçosa: Iaiá (Maria Violante), Mariá (Maria de Lourdes), Catita (Maria Catarina), Ziza (Maria José) e Garcia D'Avila, no Solar dos Pires de Aragão Ribeiro, na Praça da Purificação, em Santo Amaro. |
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Santo Amaro |
Sítio HistóricoA capela de Santo Amaro e o Solar Paraíso foram as primeiras construções do que viria a ser a primitiva área urbana da cidade. A região era habitada pelos índios Caetés, Pitiguaras e Carijós. A primeira povoação, entretanto, nasceu às margens do rio Traripe, próxima ao mar, em 1557. A morte trágica de um jesuíta tornou o local amaldiçoado e fez os moradores, já na segunda metade do século XVII, se transferirem para as proximidades do rio Subaé onde os padres Beneditinos construíram a capela. A zona rural chegou a ter 61 engenhos e inúmeras casas de farinha, construídos à medida que o desenvolvimento chegava com a produção do açúcar, da farinha e do fumo. A partir de 1700 o povoamento, nascido em volta da capela de Santo Amaro, deslocou-se para a praça de Nossa Senhora da Purificação, onde estão a Matriz e a Casa de Câmara e Cadeia. A cidade cresceu acompanhando o rio Subaé e a estrada que cruzava o rio e seguia paralela à sua margem. O município foi criado com o nome de Vila de Nossa Senhora da Purificação e Santo Amaro. Em sua história, Santo Amaro se destacou em movimentos de emancipação como a Revolução dos Alfaiates, as lutas pela Independência e a Guerra do Paraguai. De traçado irregular, proveniente do século XVIII, o centro histórico se concentra na praça da Purificação, com casas e sobrados dos séculos XVIII e XIX. Da arquitetura religiosa e civil destacam-se a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Purificação, com notável acervo de imagens e alfaias, painéis de azulejos e o sacrário e lampadário do altar do Santíssimo em prata; Casa de Câmara e Cadeia, da segunda metade do século XVIII; chafariz do século XIX, construído com material todo importado da Inglaterra, abastecia a população urbana; Santa Casa da Misericórdia; Igreja de Nossa Senhora do Amparo; a Igreja do Senhor Santo Amaro, inicialmente na zona rural deu início ao povoamento e atualmente fica na periferia da cidade, no sopé de uma elevação onde se encontra o sobrado do Engenho Paraíso, com senzala, alambique anexo e um belo visual do casario da cidade.
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Terra de ArtistasSanto Amaro presenteou o Brasil com filhos ilustres como Caetano Veloso, Maria Bethânia, o artista plástico Emanuel Araújo, entre outras personalidades que tornaram famosa a terra morena do valente mestre capoeirista Besouro Cordão de Ouro e do mestre do maculelê, Popó. A poetisa Mabel Velloso, outra ilustre santamarense, define Santo Amaro como "o pedacinho mais antigo do Recôncavo Baiano". Do seu massapê nasceram as canas mais doces e as mais doces histórias. Muita gente já contou e cantou coisas desses canaviais e muitos contaram e cantaram sem saber que assim procedendo legavam ao futuro uma lição bonita de uma terra bonita.
FONTE: Portal da Bahiatursa www.bahia.com.br - Santo Amaro- Visitado em 04/12/2003. |
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Vista Antiga de Santo Amaro da Purificação
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Visão Panorámica do Centro da Cidade
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Praça da Purificação
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Prefeitura
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Fonte da Praça da Purificação, trazida
da Inglaterra e montada em Santo Amaro
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Santa Casa de Misericórdia
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Rio Subaé
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O Conde. Foz do Rio Subaé. Antigo porto
e ponto de saída do bonde para a cidade de Santo Amaro
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Matriz Nossa Senhora da Purificação,
na Praça da Purificação.
Edifício de elevado valor artístico, do início do século XVIII. Sua construção foi iniciada em 1706. Destacam-se as torres em terminação bulbo e os forros com pintura ilusionista, além de possuir o frontal, sacrário e lampadário do altar do Santíssimo em prata. A imagem da padroeira é de Leandro F. D. da Costa (1829). |
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Christovão
de Avila
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