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Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque - Coronel do Regimento de Milícias e Marinha da Torre, primeiro titular do Império do Brasil: No dia 1º de dezembro de 1822 recebeu o título de Barão da Torre de Garcia D'Avila, único título feito no dia da coroação de D. Pedro I e durante quase dois anos o único título brasileiro. Visconde, com Grandeza, a 12-X-1826. Casou-se com sua sobrinha Anna Maria de São José e Aragão, filha de seu irmão o Coronel de Linha Brigadeiro Graduado Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, Visconde de Pirajá e de sua mulher Maria Luiza Queiroz de Teive e Argolo. Herói das lutas pela Independência do Brasil, havidas
na Bahia: |
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Sesquicentenário
do falecimento
– 1852 / 2002 – |
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PROGRAMA:
Participação Colégio
Brasileiro de Genealogia, Presidente Dr. Paulo Carneiro da Cunha Instituto
de Geografia e História Militar do Brasil, Presidente Cel. Luiz Paulo
Macedo Carvalho Instituto
Geográfico e Histórico da Bahia, Presidente Profa. Consuelo Pondé de
Sena Instituto
Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro, Presid. Profa.Dra.Cybelle
Moreira de Ipanema Memorial
Visconde de Mauá, C.I. Eduardo
André Chaves Nedehf Museu
da Imperial Irmandade de N.Sra. da Glória do Outeiro, Coord.Antônio
Fabiano Feijó Maia Museu
Histórico do Exército e Forte
de Copacabana, Da Académie
Internationale d’Héraldique, Acadêmico C.I. Benemérito Dr. Rui Vieira da Cunha Do Instituto
Genealógico da Bahia, HeraldistaVictor Hugo Carneiro Lopes |
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CONFERÊNCIA PROFERIDA PELO ENG. MILITAR CHRISTOVÃO DIAS DE AVILA PIRES JUNIOR, NO INSTITUTO GEOGRAFICO E HISTÓRICO DA BAHIA, EM SALVADOR - BAHIA, NO DIA 5.DEZ.2002.
Visconde
da Torre de Garcia D'Avila Sesquicentenário
de falecimento Christovão Dias
de Avila Pires Junior*
Minhas
Senhoras, Excelentíssimo
Senhor Jornalista Dr Jorge Calmon, Presidente de Honra desta Casa da
Bahia Excelentíssima
Senhora Professora Consuelo Pondé de Sena, Presidente do nosso Instituto
Geográfico e Histórico da Bahia, que reúne a intelectualidade desta
Boa Terra Demais
componentes da Mesa Ilustres
Membros da Direção do Instituto e Autoridades Presentes e Representadas Caríssimos
Consócios Meus
Senhores, Nesta
tarde de dezembro do Ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de dois
mil e dois, aqui estamos reunidos, para prestar homenagens, no sesquicentenário
de seu falecimento, ao Visconde da Torre de Garcia D'Avila, um dos personagens
de grande destaque, daquela ínclita geração, que improvisou, animou
e conduziu à vitória o Exército da Independência. O Coronel Comendador Antonio
Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque nasceu na Cidade do Salvador
da Bahia de Todos os Santos, em cuja Freguesia da Sé foi batizado, em
12 de fevereiro de 1785, sendo filho do Capitão-Mór José Pires de Carvalho
e Albuquerque e D. Ana Maria de São José e Aragão. Foram
seus principais cargos e titulagens: Capitão de Ordenanças de Santo
Amaro; Capitão-Mor da Vila de Santo Amaro; Oficial Tesoureiro do Regimento
de Artilharia da Cidade do Salvador; Coronel do Regimento de Milícias
e Marinha da Torre; membro do Conselho Geral da Bahia e Secretário de
Estado do Governo do Brasil Colônia. Foi Familiar do Santo Ofício; Comendador
da Ordem de Cristo; Oficial da Ordem Imperial do Cruzeiro; Fidalgo Cavaleiro
da Casa de Sua Majestade Imperial; Gentil-Homem da Câmara de Sua Majestade;
Oficial da Imperial Ordem de Aviz; Grande do Império. Origens Teve
como sua mais antiga origem, no Brasil, Diogo Álvares Caramuru e sua
mulher Catarina Alvares Caramuru (a Índia Paraguaçu), uma tupinambá
batizada em Saint-Malo na França, no penúltimo dia do mês de julho de
1528, recebendo o nome de Katherine du Brésil, cuja descendência
entrelaçou-se, não só na progênie de Garcia D'Avila com a Índia Francisca
Rodrigues, como na geração de Jerônimo de Albuquerque com a filha da
aldeia de Olinda, a Índia Muira-Ubi, Maria do Espírito-Santo Arcoverde. Vinculou-se,
a Casa da Torre, com os descendentes de Domingos Pires de Carvalho casado
com Maria da Silva, com a geração de Felipe Cavalcanti casado com Catarina
de Albuquerque e com a descendência do casal José Pires de Carvalho
e Tereza Vasconcellos Cavalcanti de Albuquerque Deus-Dará, formando
o arcabouço da aristocracia do Recôncavo Baiano, com descendência e
vínculos pelo Brasil e pela Europa e até na Família Imperial Brasileira. A Independência Como
Coronel do Regimento de Milícias e Marinha da Torre, prestou, no mesmo
cargo, os maiores e mais relevantes serviços, na campanha pela Independência,
organizando e comandando a base de operações do Exército Libertador,
no Castelo da Torre de Garcia D’Avila, tendo sido agraciado com a Medalha
de Ouro da Independência, juntamente com seus dois irmãos: Francisco
Elesbão Pires de Carvalho e Albuquerque, depois Barão de Jaguaripe e
o Coronel de Linha Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, Brigadeiro
graduado, Barão e depois Visconde de Pirajá, por relevantes serviços
que prestaram à causa da Independência e constituição do Império do
Brasil. Foi ele o primeiro titular
do Império do Brasil, nomeado Barão da Torre de Garcia D'Avila,
pelo Decreto Imperial de 1o de dezembro de 1822, dia da coroação
do Imperador D. Pedro I, elevado a Visconde a 12 de outubro de
1826, com honras de Grandeza a 18 de julho de 1841, único título
de nobreza brasileiro por quase dois anos.
Decreto Imperial de 1o
de Dezembro de 1822: "Havendo respeito
aos grandes merecimentos e distintas qualidades que concorrem na pessoa
do Coronel Comendador Antonio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque,
Senhor da Torre de Garcia D'Avila na Província da Bahia; e aos relevantes
serviços que tem prestado com a maior honra, patriotismo, decidido entusiasmo
em bem do Estado e gloriosa causa da Independência e Constituição do
Império; e considerando também ser a Casa tal, por sua antigüidade e
nobreza que os que nela sucederem me poderão sempre servir e aos meus
Augustos Sucessores tão honradamente como deles espero, e o fizeram
os de quem ele descende, cuja memória Me é muito presente; E por folgar
outrossim que por todos estes motivos e pela muito boa vontade que tenho
de lhe fazer Mercê (sendo por certo de quem ele é) Me saberá sempre
merecer, continuando a prestar à Nação iguais serviços; Me praz e Hei
por bem de lhe fazer Mercê, como faço, do Título de Barão da Torre de
Garcia D'Avila, elevando por este modo o Título de Senhorio de que de
tempos antigos tem gozado a sua Casa e Família. Paço em o primeiro de
Dezembro de mil oitocentos e vinte dois, primeiro da Independência e
do Império." Ass: Imperador
D. Pedro I José Bonifácio de Andrada e Silva Pelo
Título de Barão da Torre, o agradecimento ao Imperador foi com as seguintes
palavras: “Nada
me resta, Senhor, que de novo possa oferecer a Vossa Majestade, porque
honra, vida e fazenda há muito dediquei à defesa da Pátria.” Irmandade de Nossa Senhora
da Glória do Outeiro Aos
12 de dezembro daquele ano de 1822, onze dias após a coroação de D.
Pedro I, assentou-se, o então Barão da Torre, como Irmão da Irmandade
de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, no Rio de Janeiro, sendo empossado
Juiz, em 15 de agosto de 1823 – tendo sido o primeiro Provedor
eleito naquela Irmandade, no Império. Casamento Casou-se,
em 28 de maio de 1834, com sua sobrinha D. Ana Maria de São José e Aragão,
filha de seu irmão Brigadeiro Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque,
Visconde de Pirajá e de D. Maria Luiza Queiroz de Teive e Argolo, Viscondessa
do mesmo título. Foi
o Visconde da Torre o último Senhor e Administrador do Morgado da Torre,
cuja sede, o Castelo da Torre, com sua capela sextavada de N. Sra. da
Conceição, fora construído em 1551, por seu 8o avô, Garcia
D’Avila, sucedendo-se, naquela Torre, dez gerações. Óbito Do livro de assentamento de óbitos da freguesia da Penha, na Bahia, anos de 1849 a 1866, às folhas 44, consta: “aos cinco de dezembro de 1852 pelas dez horas e meia da manhã, faleceu
de uma congestão cerebral, que o privou da fala e por isso não podendo
receber os demais sacramentos, apenas foi absolvido e ungido o Exmo.
Sr. Visconde da Torre, Antonio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque,
de idade de 68 anos, casado com a Exma. Viscondessa de mesmo título
D. Ana Maria de São José e Aragão. Faleceu, ad intestato, e foi sepultar-se
no Convento dos Religiosos de São Francisco desta Cidade, sendo aqui
encomendado. Do que para constar fiz este assento, que assinei. O vigário
João Pinheiro Reguião. Nada mais consta. Câmara Eclesiástica da Bahia,
31 de julho de 1861. Padre Moisés Pinho Santos, Sub-Secretário”. Jazigo dos Avilas e Pires
e Albuquerque “(...) Desmanchada a igreja antiga, e feita
a nova, o altar e capela da Conceição, se deu ao coronel Garcia d’Avila
Pereira, terceiro deste nome nos senhores da Casa da Torre, por escritura
de 9 de setembro de 1718, quatro sepulturas, com várias condições, entre
as quais a que mandaria fazer à sua custa, e dourar o retábulo da dita
capela na mesma forma e correspondência do outro, que se assentasse
na capela, e altar de S. Antônio, para o que se lhe doava (...) a dita
capela com quatro sepulturas (...), podendo ele gravar, em a campa de
uma, as suas armas e escudo, de sorte que nas duas primeiras imediatas
ao degrau do altar se não poderiam sepultar mais que ele, ou seus ascendentes
e descendentes por linha reta, e nas outras duas, todos os mais por
linha transversal ...” Tem a campa da primeira sepultura, que é em mármore,
a seguinte inscrição: Aqui jaz o Coronel Garcia d’Avila Pereira,
cavaleiro professo da Ordem de Cristo, fidalgo da Casa de Sua Majestade,
e sua mulher e herdeiros. Faleceu em 13 de junho de 1734. Id., ibid, vol. I, parte II, p.273 e
274. Os
restos mortais do Visconde da Torre repousam neste jazigo perpétuo dos
Avilas e Pires e Albuquerque, ao pé do altar de Nossa Senhora da Conceição,
da Igreja de São Francisco, ao Terreiro de Jesus, na Cidade do Salvador
da Bahia de Todos os Santos. Grandes Vultos da Independência Affonso
D'E. Taunay, em sua obra Grandes Vultos da Independência Brasileira,
publicação comemorativa do Primeiro Centenário da Independência Nacional
- S. Paulo (Editora Companhia Melhoramentos de S. Paulo, 1922, pp 153-159),
assim inicia o registro das lutas pela Independência, na Bahia: "Conhecem
todos os que estudam a história do Brasil, com alguma pormenorização,
o papel notável que à chamada Casa da Torre coube no desbravamento dos
sertões do nordeste e na repulsa dos invasores estrangeiros. Entre
estes grandes feudatários devassadores do Piauhy, Maranhão, citam-se
sobretudo, além do fundador Garcia D'Avila, contemporâneo de Tomé de
Souza, os nomes de Francisco Dias de Avila e Garcia de Avila Pereira.
Em fins do século XVIII extinguia-se esta ilustre estripe com o Mestre
de Campo Garcia de Avila Pereira de Aragão, cujos vastos bens passaram
à sua sobrinha Anna Maria de São José de Aragão, casada com José Pires
de Carvalho e Albuquerque, alcaide mór de Maragogipe e depois Capitão-Mór
da Bahia e Secretário de Estado do Governo do Brasil. Quando,
em 1798, na Bahia ocorreu a conspiração, cujo desfecho se passou nos
patíbulos do Campo da Pólvora, prestou José Pires de Carvalho e Albuquerque
relevantes serviços ao governo. Feliz
casal, o do Secretário de Estado do Governo do Brasil e D. Anna Maria
de São José e Aragão ! Três
varões ilustres deles provieram: Um
deles – Francisco Elesbão Pires de Carvalho e Albuquerque, depois Barão
de Jaguaripe, membro da junta administrava, ditatorialmente dissolvida
pelo General Madeira, eleito para a junta revolucionária, aclamado seu
presidente, é o chefe do Governo que dirige a Província em todo
esse dificílimo período. Outro
– o Coronel de Linha Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, Brigadeiro
graduado, Barão e depois Visconde de Pirajá, envolve-se nas primeiras
conspirações; submetido a Conselho, retira-se para os seus engenhos,
levanta os ânimos, arma soldados a sua custa e é quem primeiro se apresenta
no campo de luta, de que saiu arruinado. Outro
finalmente, o primogênito, que lhe havia de suceder, como sucedeu, nos
bens e títulos da Casa – o Coronel Antônio Joaquim Pires de Carvalho
e Albuquerque, Barão e depois Visconde da Torre de Garcia D’Avila, seguiu
para o seu Castelo, onde organizou e de onde comandou a base de operações
do exercito libertador, renovando os relevantíssimos serviços que na
invasão holandesa prestara seu avô Francisco de Avila ... . " Homenagens, no Centenário
da Independência Quando
das comemorações do centenário da Independência, no ano de 1922, na
Cidade do Rio de Janeiro, foram homenageados heróis das lutas pela consolidação,
havidas na Bahia, com nomes de ruas, no aprazível
bairro de Ipanema, que ainda hoje os ostentam: Rua Joana Angélica – Soror Joanna de Ângelis,
a Mártir da Independência do Brasil Rua
Maria Quitéria – a primeira mulher-soldado, sagra-se heroína,
sendo condecorada por D. Pedro I Rua
Barão de Jaguaripe – Capitão Francisco Elesbão Pires de Carvalho
e Albuquerque Rua
Visconde de Pirajá – Brigadeiro Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque Rua
Barão da Torre – Coronel Antônio Joaquim Pires de Carvalho
e Albuquerque, Barão e depois Visconde da Torre de Garcia D’Avila. E
Rua Garcia D’Avila – reverenciando o fundador da Casa da Torre,
8o avô do Visconde da
Torre, chegado à Bahia em 1549, com o primeiro governador-geral Tomé
de Souza. Nossa Homenagem Prestamos
nossa homenagem, ao Visconde da Torre de Garcia D'Avila, lembrando as
palavras com que Pedro Calmon terminou sua famosa obra História da
Casa da Torre – Uma Dinastia de Pioneiros, que constituiu, em 1931,
a memória oferecida por ele, ao Congresso realizado sob os auspícios
do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro: “Faleceu no dia 5 de dezembro de 1852 o Visconde
da Torre, de moléstia do coração, que já padecia há tempos e se agravou
repentinamente. Contava quase 70 anos.
Antônio Joaquim Pires foi o último Senhor da Torre de Garcia
D’Avila. A
vida boa dos engenhos de açúcar esvaziou o castelo isolado na montanha.
Um silêncio de angústia desceu sobre esses lugares históricos. A
trisecular Casa da Torre envelhecera com o país. Os
batalhões, reforçados com os índios da vila de Abrantes, não precisavam
mais ensarilhar as armas nos pátios da casa-forte, à espera da voz de
comando. A tranqüilidade imperial desarmou-os. O
facho sinaleiro, de sua mensagem quinhentista, aviso contra os corsários
e almenara das vigílias coloniais, podia extinguir-se sobre o remoto
muro. Mas
a casa é tão rija, nas paredes de pedra, tão resistente e definitiva,
nas abóbadas e nos arcos romanos, que a ação do tempo pôde apenas transfigurá-la. Perdendo
a linha conventual das mansões da colônia, ganhou – nas muralhas fendidas
– o aspecto das fortalezas medievais, que assinalam, com os altos destroços,
o poder extinto, evocando, na poesia das paisagens cheias de história,
as gerações que fundaram a nacionalidade. Três
séculos de tradições brasileiras continuam a morar nessas ruínas...” Acasos Neste
mês de dezembro do ano de 2002, em que transcorre o sesquicentenário
do falecimento do Visconde da Torre, dois Acasos ocorrem, que merecem
destaque e que damos crédito, total, às influências vindas do plano
invisível: Tornemos
mais claro o assunto. O primeiro desses acasos: Estão
sendo encerradas, neste mês de dezembro, as mais importantes obras de
Restauração e Revitalização do Solar da Torre, que teve como último
morgado o Visconde da Torre. Trata-se
de um longo processo, que teve a nossa iniciativa, em dezembro de 1993,
com a assinatura do Convênio do Ministério do Exército, através do Instituto
Militar de Engenharia – IME, com a Fundação Garcia D'Avila, tendo a
interveniência da então Fundação Pró-Memória e do Centro de Pesquisas
do Castelo da Torre, para execução do Levantamento Fotogramétrico do
monumento, primeira fase do processo de Restauro, com o apoio das Organizações
Odebrecht, através do Projeto Sauípe. Prosseguiu, durante
o ano de 1996, no âmbito da Universidade Federal da Bahia - CECRE, com
o Projeto de Viabilização da Restauração da Casa da Torre de Garcia
D'Avila, também por nossa iniciativa e com o nosso acompanhamento,
contando com o apoio local da Fundação Garcia D'Avila, projeto este
que foi aprovado no ano seguinte, pelo IPHAN. As
obras de Restauração, ora em conclusão foram desenvolvidas pela Fundação
Garcia D'Avila, em parceria com as Fundações Luís Eduardo Magalhães
e Roberto Marinho, com a participação do Estado da Bahia, do Governo
Federal e de Empresas, e foram viabilizadas graças ao decisivo apoio
do Senador Antonio Carlos Magalhães. Em
nosso trabalho, publicado na Revista do Instituto, denominado A Casa
da Torre de Garcia D'Avila – Século XX, registramos o andamento
das preocupações e providências, de vários vultos e instituições, durante
o século XX, apresentando uma síntese das mais importantes informações
e notícias, coligidas nos últimos 50 anos, fruto de extensas pesquisas
em fontes primárias, deixando como
principal Conclusão: “Inúmeras
vezes pensada e discutida, a criação de um Parque Histórico reclama,
agora, um exame retrospectivo, profundo e cautelar em sua mais adequada
Revitalização. De valor gentílico inquestionável, este Parque Histórico
da Casa da Torre deverá guardar, com a irrecusável e formal garantia
de sua Continuidade e de sua Perenização, para a Memória de todos, o
orgulho dos seus autênticos fastos e efemérides, que se inseriram profundamente
nos Anais da Bahia e do Brasil.” Como
segundo acaso, neste dezembro de 2002:
O transcurso do Centenário de Nascimento do Saudoso Professor
Pedro Calmon Moniz de Bittencourt, (23 de dezembro de 1902), a quem
prestamos nossas mais profundas homenagens, lembrando, com imensa honra
e orgulho, os nossos vínculos, da Casa da Torre, com esta ilustre família
– Calmon du Pin –, pelo casamento do Cel. João Calmon du Pin e Almeida,
com sua prima D. Maria Ana, filha do Barão de S. Francisco e de D. Rita
Cavalcanti e Albuquerque. Senhoras
e Senhores: Aqui
despeço-me, voltando mais uma vez o pensamento à aquela ínclita geração,
que improvisou, animou e conduziu à vitória o Exército da Independência,
e elevando bem alto o pensamento nos exemplos dos que escreveram com
o próprio sangue a primeira página da nossa história de povo livre. Coronel
Comendador Antonio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque Cavalcante
Machado d'Avila Pereira, era o nome completo, que usava o último Morgado
da Torre – Visconde da Torre de Garcia D'Avila -, nossas homenagens,
no ano de sesquicentenário de seu falecimento ! Que
Deus o guarde ! Obrigado
!
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Christovão
de Avila
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